quarta-feira, 24 de agosto de 2016

21/08/2016 - 9ª Corrida Volta a Lagoa 2016 - FLN/SC

Foto: Felipe da Cruz (Foco Radical)
 Corrida Volta a Lagoa 2016

Resultado
Fotos da Corrida

Mesmo com todas as condições climáticas adversas no dia, a 9ª corrida Volta a Lagoa (distância de 10,5 Km) teve um aumento de mais de 100 atletas concluintes em relação ao ano de 2015. Foi uma boa surpresa para mim.

Tenho um carinho especial por essa corrida porque é uma das poucas que participei todos os anos desde que comecei a correr em 2009. Além disso tem um belo percurso, interessante e um tanto desafiador.  

Como opções a prova teve a distância de 10,5 Km que podia ser feita individualmente ou em dupla (feminina, masculina ou mista), e a opção de participação de 5 Km. Eu optei pelos 10,5 Km no individual mesmo, como em todas as minhas outras participações. Queria tentar melhorar o meu tempo de 48min32s, obtido no ano passado.

A retirada do kit foi no sábado, véspera da prova, na Loja Centauro do Beiramar Shopping. Consegui não comprar nada na loja dessa vez. Aproveitei o passeio para almoçar com o Gabi e caçar uns Pokemóns diferentes na região da beira mar norte.


No domingo pela manhã cheguei ao local da prova às 7:15. A largada estava prevista para às 8:30. Como tinha chovido bastante durante a madrugada e ainda continuava, imaginei que teria pouca gente, mas já tinha um bom movimento de atletas. Mesmo assim soube de várias pessoas que estavam inscritas e não se arriscaram a ir. Quase fui uma delas. 

Foi até cogitado o cancelamento da prova pelas condições climáticas. Já havia feito provas com condições bem piores. Como não havia relâmpagos acho que foi a melhor opção terem mantido o evento, umas vez uma grande estrutura já estava mobilizada.

A previsão do tempo anunciava chuva para o final de semana e não foi diferente no horário da prova. Até aí não seria tão grande a encrenca. Esse ano já participamos de várias corridas sob chuva. O problema foi o vento forte e o frio que se somaram a essa situação.

Aquela parte boa do evento, de confraternização com os amigos pré e pós-prova ficou um pouco comprometida com a maioria dos atletas se abrigando como era possível. A largada atrasou um pouquinho, mas bem compreensível, ao lado do terminal de ônibus da Lagoa.

Primeiro saíram os atletas dos 10,5 Km, individual e os primeiros das duplas. Em seguida largaram os atletas dos 5 Km. Só lembro que a chuva nesse momento estava fraquinha, mas o vento e o frio estavam congelantes. Larguei sem forçar muito e iria tentar fazer uma prova regular.

O 1º Km com passagem pelo centrinho da Lagoa e até entrarmos na Av. da Rendeiras foi o trecho mais tranquilo e foi o meu melhor pace. Talvez em parte por aquela empolgação inicial também. 

Um pouco mais a frente, logo no início da Av. das Rendeiras viramos a direta e acessamos a SC-406, margeando então a Lagoa da Conceição em uma área totalmente aberta. Esses quase 3 quilômetros que se seguiram foram os mais complicados para mim, com um vento forte batendo contra, além do frio e da chuva. Sabia que estava fazendo mais força que o normal e além disso tive uma sensação de frio que nunca tinha experimentado antes em uma corrida. O 2º Km até consegui manter um ritmo razoável, mas a partir do 3º Km as coisas desandaram. Muita força e pouco rendimento. Na foto do percurso, retirado do site do Garmin, a velocidade do vento registrou 32 Km/h. Sem chances de melhorar o meu melhor tempo nessa prova.

Senti que não era dia. Nível de esforço ao máximo e pace cada vez pior. Pra piorar, durante o 5º Km, enquanto passava junto ao amigo Pertino, ele me alertou que o meu chip estava solto, tinha perdido a cola. Por muito pouco não fiquei sem. Fiz uma paradinha rápida para retirá-lo e levá-lo na mão. A partir de agora, quando o chip for fechado por adesivo vou colocar sempre um alfinete para prendê-lo e garantir que não solte. Já vi esse problema em outras provas também. 

            Garmin - 9ª Corrida Volta a Lagoa 2016             

Um pouco antes de chegar ao morro do Badejo, no 6º Km, passamos pelo ponto de troca do revezamento das duplas, que não foi exatamente na metade da prova, deixando para o primeiro atleta um percurso maior. Lembro de ter visto os amigos, Guilherme aguardando a chegada do Enio, e o Juarez também aguardando a chegada da sua dupla.

Cheguei então ao temido morro e muito mal das pernas e sem fôlego. No trecho de subida com aproximadamente 400 metros por dois momentos caminhei. Não teve jeito. Isso levou o meu pace lá pra cima, perto dos 6 min/Km. O bom é que depois vem a descida e dá pra compensar um pouco dessa perda.

Os dois últimos quilômetros fui literalmente me arrastando não vendo a hora de terminar. Já estava me sentindo com fraqueza por causa do frio e tremendo, situação estranha e não muito comum pra mim. Só conseguia pensar que na chegada eu teria que passar o chip próximo do chão. Não poderia esquecer.

Avistando a chegada ao longe dei uma aceleradinha. Olhei o fotógrafo, passei pelo portal e ergui os braços pra comemorar a conclusão de mais uma corrida Volta a Lagoa. O Jacks veio e me fez a entrega da medalha. Fui então tomar um copo de água e comer uma banana. Aí lembrei de uma coisa importante, passei com o chip na mão !!! Isso porque vim pensando nisso durante toda a parte final do percurso. Bom, paciência !!!

Posteriormente, para a minha alegria, o chip registrou certinho, mesmo tendo passado com ele nas mão e com os braços erguidos. Bom esse leitor e essa antena !!! Meu tempo líquido ficou em 52min01s, cerca de 3min30s acima do tempo do ano passado. Não sei precisar o quanto as condições do dia afetaram o meu rendimento, mas senti que não era o dia e cheguei com dores musculares nas pernas, equivalentes a de ter feito uma meia maratona. 

Não fiquei muito na área de chegada e nem consegui ir a tenda dos amigos da Elementos Massoterapia, que faziam aquela massagem recuperadora. Fui tremendo de frio direto para o carro me trocar e de lá não saí mais. Nem a premiação consegui assistir. Estava muito fraco e precisei me aquecer.

Após me recuperar fomos a parte boa, o café da manhã pós prova, com os amigos Renato Ventura e Enio Augusto, e com direito a assistir o final da maratona masculina olímpica. Aquele café da manhã caprichado e sem culpa !!! Muitos ovos mexidos e bacon !!!

Percurso Volta à Lagoa 2016 - 10,69 Km

Pessoal animado para a corrida #sqn. Nilton, Renato e Enio.
Margeando a Lagoa da Conceição com um baita vento frio contra.
Foto: Felipe da Cruz - Foco Radical
Montagem legal do amigo fotógrafo Alexandre Santiago. Renato, Ana Kátia e Ana Clara.
Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical
Segurando bem o chip para não perder
Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical

Minha chegada com o chip na mão. E não é que registrou !!!
Foto: Foco Radical 
Medalha da  9ª Corrida Volta a Lagoa 2016 
Foto: Por Falar em Corrida

Local: Ao lado do terminal de ônibus da Lagoa da Conceição - FLN/SC
Data: 21/08/2016 
Horário: 08:30 Hs (08:43 Hs) 
Distância: 10Km (10,69 Km) 

Inscrição: R$ 70,00 (Primeiro lote)
Kit: Camiseta, cappuccino em caixinha, pacotinho de granola e de suco em pó número de peito e chip descartável.    

Tempo: 52min01s
Pace: 4:52 min/Km

Colocação: 011 de 031 (45-49 anos)
Colocação: 099 de 289 (masculino)
Colocação: 108 de 423 (geral)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

31/07/2016 - ASICS São Paulo City Marathon - Golden Run

Foto: Felipe da Cruz - Foco Radical 
ASICS São Paulo City Marathon - Golden Run 

Se você busca o seu melhor tempo em uma maratona definitivamente a ASICS São Paulo City Marathon não é a mais indicada. Mas, se você quiser correr 42,195 Km em um belo passeio percorrendo a cidade de São Paulo essa é a prova !!!

Ano passado tinha estreado nas meias maratonas Golden Four ASICS, nessa etapa de São Paulo. Apesar de já me apaixonar pela prova não tinha conseguido o meu melhor rendimento naquela oportunidade e esse ano queria repetir a dose. Porém, além da meia maratona, a proposta da nova organizadora, Iguana Sports, incluía também a maratona. Não tive dúvidas. Mudei de ideia rapidamente, pois nunca tinha feito uma ainda em São Paulo, cidade em que vivi e cresci. Além disso, sabia que poderia contar com uma boa estrutura durante a prova.

A entrega do kit foi realizada no Transamérica Expo Center, em Santo Amaro, nos dias 29 e 30 de Julho. Não é um dos lugares mais acessíveis em São Paulo, com opção de estacionamento beirando o absurdo de R$ 46, já alertado anteriormente pela organização. Diante disso optamos por ir de metrô/trem, que nos deixava cerca de 1 Km do local. Fomos no sábado, véspera da prova, eu e a Aninha. Por lá encontramos as amigas Sabine e Andrea, a Zenilda, o Marcelo, a Joyce e o Thiago, aqui de Santa Catarina, além do amigo João Paulo Toma de Bauru.



Na Expo do evento havia os tradicionais serviços de teste de pisada, postura na corrida, massagens e palestras. Um enorme painel com o nome de todos os inscritos também foi colocado na entrada. Além disso, tinha os stands com venda de produtos da ASICS, e outros, como cosméticos, suplementos, porta medalhas, correntes e brincos, adesivos, e tudo relacionado ao mundo das corridas. Duro sair de lá sem comprar nada. Também era possível adquirir o serviço de gravação do tempo de prova na medalha após a chegada. Valor de R$ 20 (razoável). Em relação ao ano passado, onde a organizadora ainda era a ASICS, senti falta da personalização da camiseta, do kit lanche e da impressão das fotos postadas no Instagram durante a Expo.

Para facilitar a logística da prova optei por ficar em um hotel ao lado do metrô e próximo a largada, o IBIS Budget Paulista, na Rua da Consolação. Consegui uma super promoção de diária de R$ 50, na época. O hotel é padrão econômico, sem frigobar, e o local do banho e a pia ficam direto no quarto. Também não tem tolerância de check-out, e para ficar mais 6 horas o valor seria acrescido de R$ 90. Vale a pena para quem só vai correr. Praticamente todo o hotel ocupado pelos participantes da ASICS Golden Run. Uma boa opção para a São Silvestre também.

Diferentemente das outras etapas, a ASICS Golden Run teve a opção "City Marathon (42K)" e "Half marathon (21K)", com as inscrições encerradas meses antes. Tinha a previsão de 15 mil atletas distribuídos nas duas distâncias. Cerca de 4 mil na maratona e o restante na meia maratona.

A largada estava prevista para às 6 horas (essa foi a corrida que larguei mais cedo). Foi separada em 3 ondas com as outras duas previstas para às 6:10 e 6:20. Com isso tivemos que acordar muito cedo, às 4 horas. Mal deu tempo de tomar um café expresso de máquina e comer uma banana para chegar a tempo ao Estádio do Pacaembu, umas 5:15. A princípio iríamos a pé com pouco mais de 2 Km de distância, mas aproveitamos a oportunidade e rachamos um táxi com outras atletas que também estavam indo do hotel, R$ 3,50 por pessoa. Perfeito !!!

Ainda estava tudo escuro quando chegamos. Uma estrutura muito grande de banheiros químicos e ônibus que serviriam de guarda volumes. Chegava gente de todos os lados. Fizemos aquelas fotinhos iniciais prejudicadas pela falta de luminosidade e fui guardar a mochila. Desespero total. Faltando 25 minutos para a largada uma fila quilométrica. Cada ônibus guardava os volumes de cerca de 1000 atletas e com somente um ponto de coleta. Resumo, consegui deixar a minha mochila faltando 3 minutos para a minha largada e saí correndo para me posicionar. Lógico que fiquei lá no fundo, já perto do pessoal da 2ª onda.

Por sorte um pouquinho antes da largada encontrei novamente a Aninha e a Sabine que iriam fazer a meia maratona. Todos ainda muito pilhados. Só deu tempo de uma fotinho e umas palavras de boa prova. Um pouco depois das 6 horas foi dada a largada na Praça Charles Miller. Me senti na São Silvestre. Não saí do lugar durante alguns minutos. Devo ter demorado quase 5 minutos para conseguir passar efetivamente pelo portal, e finalmente começar a minha maratona.

Eu tinha como objetivo melhorar o meu tempo em maratonas, tentando um sub 3h45min, mesmo sabendo da dificuldade do percurso. A estratégia era manter uma pace médio perto de 5:20 min/Km e não forçar muito no início até passar pela temida Av, Brigadeiro com seus 2 Km de subida, e recuperar depois no restante da prova.

O início foi aquela maravilha, com energia total e descidinha pela Av. Pacaembu por cerca de 1,5 Km. Bom para entrar no ritmo e dar uma esquentadinha. Do Km 2,5 até o 4º Km passamos pelo elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão. Começamos a sentir os primeiros trechos maiores de subida. Menos mal que é no início e é reta, permitindo sustentar um bom ritmo.

Depois passamos por pontos importantes do centro de São Paulo, como as avenidas Ipiranga e São João, o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá, a Praça da Sé e o Páteo do Colégio. Além dos staffs bem animados várias atrações espalhadas pelo percurso também tornavam a nossa passagem mais agradável. No cruzamento da Av. São João com a Av. Ipiranga cantavam os Trovadores Urbanos, na altura do Km 5,5. Na Praça Ramos de Azevedo, Km 8, se apresentava o Coral e Orquestra Coral Adágio. Nesse trecho, mesmo com várias quebradas e algumas subidinhas mantive o ritmo dentro do esperado.

Como já era de se esperar a hidratação da prova foi perfeita, com os postos de água e isotônicos espalhados a cada 3 Km. Eu fiz um revezamento de pegar ora um copo de água ora um saquinho de Gatorade, mas só conseguia tomar metade de cada vez.

Chegou então a temida Av. Brigadeiro. Olhei o Garmin e registrava 10,5 Km. Nunca subi ela tão consciente. Foi bem diferente em relação ao final da São Silvestre onde normalmente já chego no limite das minhas forças. Subi os 2 Km bem regular, sem caminhar e sem exagerar. Na imagem dá pra ter uma ideia da altimetria de toda a maratona e o ponto mais alto no cruzamento da Av. Brigadeiro e Av. Paulista, na altura do Km 12,5.


Vencido o trecho mais difícil veio aquele alívio com a descida do outro lado da Av. Brigadeiro, mas também sem exagerar. Aproveitei que estavam dando doces e peguei uma bombom de chocolate. Aliás, também tivemos muitos pontos de distribuição de alimentos também. Em seguida tomei o meu primeiro gel de carboidrato.

Chegamos então ao Parque do Ibirapuera (Km 15), com a apresentação de um grupo folclórico italiano La Bella Itália. Acho que foi a parte onde me senti melhor durante a prova toda. E um certo local houve a divisão dos atletas da maratona e da meia maratona. Nós seguimos em frente fazendo uma volta de uns 2 Km a mais até encontrarmos novamente o pessoal da meia maratona. Esse foi um ponto muito fácil de se cortar caminho da maratona (uns 2 Km). Cada um sabe o que faz !!!

Durante esse trecho teve distribuição de de bananas já cortadas ao meio e sachês de gel de carboidrato. Comi só a banana e deixei o gel para mais tarde, pois recém tinha tomado um. Em seguida tomei a minha primeira cápsula de sal pra tentar evitar as cãibras.

Garmin - ASICS Marathon City - Golden Run - São Paulo

Seguimos então pela Av. Juscelino Kubitscheck, passando primeiramente pelo túnel Ayrton Senna com 1,7 Km de extensão, na altura do Km 18. Logo depois, já no Km 20, passamos pelo túnel Jânio Quadros com cerca 1,9 Km de extensão. Nesse túnel passei na expectativa de assistir a um vídeo de incentivo em uma ação promovida pela organização. Semanas antes da corrida os amigos/torcedores podiam enviar um vídeo para um determinado atleta pelo site http://www.suatorcida.com/, e um dos vídeos poderia ser selecionado e exibido em um telão na nossa passagem pelo túnel, identificados pela leitura do chip. Decepção...passei e não vi funcionar. Parece que estava desligado. Continuando, penei um pouquinho nesses túneis, pois tinham umas subidinhas contínuas.

A parte boa é que já estávamos atingindo quase metade da prova, cruzando a Marginal Pinheiros e seguindo no sentido do Jockey Club de São Paulo. Felizes dos atletas da meia maratona que já finalizavam a sua prova por ali mesmo. Os aspirantes a maratonistas seguiam em frente, pegavam a Av. Lineu de Paula Machado em uma super reta até cruzar novamente a Marginal Pinheiros e cair na Praça Panamericana, na altura do Km 25,5. Nesse ponto havia uma apresentação da Associação Brasileira de Taikô, com seus tambores.

Na praça, viramos à esquerda e acessamos uma outra super reta com pouco mais de 2 Km, a Av. Prof. Fonseca Rodrigues indo até a altura do Parque Villa Lobos, Km 28, com a apresentação do Grupo Fios de Choro (chorinho). Nessa ida além de manter a alternância de hidratação, tomei o meu 2º gel de carboidrato e a minha 2ª cápsula de sal. Voltamos então pelo outro lado da avenida até chegarmos na Cidade Universitária atingindo o 31º Km.

Aí sim começou a parte mais complicada da prova. Não tem jeito, a essa altura a gente chega bem desgastado. Começa a aumentar o número de atletas que vão ficando pelo caminho, com dores e cãibras. Por lá tive o prazer de encontrar o meu primo Ossamu, que também participa de maratonas, mas dessa vez estava somente acompanhando o pessoal. Um pouco mais a frente teve a distribuição das esponjas molhadas para dar uma refrescada. Como tava meio friozinho serviu mais pra dar uma acordada !!!

Novamente pegamos um boa reta, margeando a raia olímpica, a Av. Prof. Melo Moraes, por cerca de 2,5 Km, entre os Km 31 e 33,5. Um pouco a frente aproveitei para tomar um Advil para segurar as dores até o final. Sim, as pernas estavam ficando cada vez mais pesadas e doloridas. Menos mal que sem sinal de cãibras. Estava me sentindo razoavelmente bem e tentando segurar o pace ainda abaixo de 5:30 nesse trecho palno.

Começou então o reforço alimentar com a distribuição de copos de amendoim salgado, bananas, coca-colas, balas de goma. Eu mal consegui engolir uns amendoins e tomar uns goles do refrigerante. Não queria parar pra fazer isso e correr o risco de quebrar o ritmo. Num dos trechos teve a apresentação do grupo Infantil do Projeto Arrastão, Arrasta-lata.

Saímos da Cidade Universitária com quase 39 Km percorridos. Faltava pouco mais de 3 Km para a chegada. Engraçado como o organismo parece reconhecer essa proximidade e vai ficando mais difícil se sustentar. Eu já nem aceitava mais nada de comida e hidratação. Só queria chegar. Pra complicar senti uma bolha estourando na sola do meu pé. Sensação de ter pisado e amassado um tomate. Menos mal que não ficou doendo.

Tinha feito as continhas e já sabia que não seria possível o sub 3h45, mas ainda queria ficar abaixo das 3h50 para já garantir a entrada no Ranking de Maratonistas 2016. Acho que isso fez eu continuar empenhado. Ainda para dificultar me aparece uma última subida na saída debaixo de um viaduto. Aff...ainda bem que era a última.

O quilômetro final foi se arrastando do jeito que dava, como todos. Estava contente por não ter tido nenhuma ameaça de cãibra durante a prova. Bem melhor assim. Correr só exausto já está de bom tamanho. Podia notar a maior presença do público chegando próximo ao Jockey Club. Bom sinal. E finalmente, placas à vista: 500m, 300m, 200m, 100m...e LINHA DE CHEGADA !!!

Estava concluída a minha 11ª maratona com o tempo líquido de 3h48min53s. Como sempre nessas provas, após cruzar a linha de chegada não tinha forças nem para comemorar, nem para fazer uma fotinho. Encontrei a Aninha que me aguardava e eu mal conseguia conversar. Na própria área de dispersão, me hidratei muito com copos de água e isotônicos, recebemos a linda medalha com os 42 Km estampados nela, uma toalha e um bom sanduíche e uma banana.

Complicado mesmo foi pegar as minhas coisas no guarda-volumes. Muitas reclamações e com razão. Imaginem você terminar uma maratona, mal conseguindo andar direito, e ter que retirar os pertences a quase 1 Km de distância. Aliás, acho que o serviço de guarda-volumes foi um dos únicos quesitos que podem ser melhorados para as próximas, tanto na entrega como na retirada.

Depois da chegada pude encontrar vários amigos que concluíram as suas respectivas provas: a Sabine, Marcos Vinícius, Zenilda e o Marcelo aqui de Santa Catarina, e as até então virtuais: Sheyla Fabro de São José dos Pinhais e Maria Vitória de Belo Horizonte.

O pós-prova também é um evento a parte, com serviços de massagens, apresentações, vários painéis para fotos, distribuição de cerveja (só fiquei sabendo depois), e gravação das medalhas. Aliás, esse foi o diferencial que mais gostei, poder gravar o seu nome e o seu tempo líquido na medalha. Só seria melhor se tivesse sido recorde pessoal !!! As medalhas foram diferenciadas tanto no detalhe da quilometragem, 21K ou 42 K, como no tamanho. A da maratona era um pouco maior.

Descobri também que durante a prova eu recebia as minhas parciais dos 5Km, 10Km, 15Km, 25Km e 35Km, por SMS no celular. Bem legal mesmo. E quando cheguei também já tinha recebido o tempo líquido final para a gravação na medalha.

Fiquei contente que conversando com a Aninha, que concluiu bravamente a sua 1ª meia maratona e está de parabéns, me contou que durante a sua passagem pelo túnel Jânio Quadros ela conseguiu assistir no telão o vídeo de incentivo que eu tinha enviado para ela. Muito legal saber que isso funcionou e que ela gostou.

Voltando para casa utilizamos o trem na Estação Cidade Jardim, distante 1,5 Km do Jockey Club, e interligado ao metrô. Boa opção para as corridas com chegada nesse local. Depois só comemorar com um belo almoço em família.

Percurso 2016 (42,21 Km)


Na retirada do Kit Expo Transamérica

E vamos para a largada com altas energias !!! Com Sabine e Ana Paula

Passeando pelo centro de São Paulo
Foto: Foco Radical 

Dentro do túnel
Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical 

Finalmente saída do túnel Jânio Quadros (com subidinha)
Foto: Foco Radical 
Minha chegada. Escondido !!! Tempo líquido: 3h48min53s
Foto: Ana Paula Marcon
 Yes !!! Maratona concluída !!!
Aninha e eu com as respectivas medalhas no Jockey Club de São Paulo
Missão cumprida com as super parceiras Sabine e Ana Paula
Foto: Sabine Weiler

Medalha personalizada com nome e tempo (opcional R$ 20,00)

Resultado com as parciais. Muito show !!!

Certificado

Local da largada: Estádio do Pacaembú - São Paulo
Loca da chegada: Jockey Club de São Paulo
Data: 31/07/2016 
Horário: 6:00 Hs (Primeira onda) 
Distância: 42,195 Km (42,210 Km) 

Inscrição: R$ 150,00 
Kit: Sacola, camiseta, boné, Aerosol contra dores Dorflex, bandagem elástica Dorflex, guia da prova e número de peito com chip.  

Tempo: 3h48min53s
Pace: 5:26 min/Km

Colocação: 264 de 0922 (categoria 40-49 anos)
Colocação: 791 de 2801 (masculino)
Colocação: 833 de 3356 (geral)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

24/07/2016 - Meia Maratona Caixa de Brusque 2016

(Foto: Fabrício Jachowicz - Focoradical)
Meia Maratona Caixa de Brusque 2016


Ano passado não pude participar da meia maratona de Brusque, mas esse ano resolvi colocá-la no calendário novamente como parte final de um treinamento final para a Asics Marathon City, em São Paulo, na qual pretendo fazer os 42 Km no próximo fim de semana. Como não tive muito tempo para a preparação fui para essa prova após um treino longo de 33 Km, realizado 3 dias antes.


Sei que não é o ideal e que não chegaria 100% para a meia, mas mesmo assim eu tinha intenções de tentar baixar o tempo de 2014, de 1h39min51s. Ainda que encarando essa meia como um treino gosto de ir para as provas com um objetivo. 

A entrega dos kits completos foi feita na véspera (sábado). A organização deixava como opção a retirada do kit no dia da corrida, mas somente o chip descartável e o número do peito. Nós gostamos de receber o kit inteiro (com camiseta e outros brindes), e pudemos contar com a ajuda do amigo Fausto Egídio da Confraria das Corridas para retirá-los, o meu e da Aninha. Particularmente ainda acho que poderia ser entregue o kit integral no dia também para os atletas que vem de outros municípios.

Fomos para a Brusque de madrugada, horas antes da prova, com expectativa de estarmos por lá às 7 horas (uma hora antes da largada). A chegada na Arena Brusque foi meio preocupante. Os acessos principais todos fechados, e pior, sem sinalizações alguma. Estava tendo a "Festa dos colonos" na cidade junto ao local da largada. Tentei dar uma volta, mas as ruas estavam todas interditadas. Encontramos outros atletas perdidos também e no final conseguimos deixar o carro ao lado da rodoviária e acessar a arena pela Av. Beira Rio. Início bem agitado.

Pegamos o kit com o Fausto que já estava por lá, encontramos alguns amigos rapidamente, e fomos levar os pertences no guarda-volume, pois já estava quase na hora da largada. Tudo muito corrido. Encontrei a amiga do Instagram Kátia Fonseca de São Paulo, que veio passear e fazer a sua 40ª Meia maratona. Ela tem um blog, Web Corrida, e também fez o relato da prova e da sua viagem. Foi um prazer conhecê-la pessoalmente. 

Além dos 21 Km a prova tinha como alternativa as distâncias de 5 Km e 10 Km. Os 10 Km era feito em uma volta e os 21 Km em duas voltas com mais um trechinho. Como tinha premiação em dinheiro o nível dos atletas também foi elevado. 

O tempo estava firme, apesar de fresquinho, com condições boas para se correr. Enquanto colocávamos o chip um fato curioso que notamos foi a cola fraca que se desprendia facilmente. Tivemos que usar um alfinete para garantir a fixação do chip ao tênis. Problema resolvido, fui me alinhar para a largada e já estava cheio. Fiquei um pouco mais atrás. 

A largada ocorreu perto das 8 horas inicialmente para os atletas dos 10 Km e 21 Km e, em seguida, os de 5 Km. Eu iria tentar rodar a meia maratona com pace médio próximo de 4:40 min/Km, mas tinha consciência que o final seria complicado.

Como sempre, o início da prova acaba sendo um pouco mais forte e deu pra ficar dentro do esperado durante os 3 primeiros quilômetros. No 4º Km, já acessando as ruas centrais de Brusque, o ritmo deu uma quebrada. Tinha uma subidinha e pra piorar com ruas de paralelepípedos. Sorte que é um trecho curto.

O trânsito de veículos pelo centro de Brusque era controlado. O detalhe dessa parte central é que eram muitas viradas pelas ruas, alternâncias de subidas e descidas. Não eram extensas, mas dava uma quebradinha no ritmo.

Passada essa parte central o percurso ficou mais plano e mais reto, possibilitando manter uma regularidade no pace. Pegamos uma reta longa, cruzamos uma ponte e acessamos novamente a Av. Beira Rio. Nesse trecho eu ainda estava bem e ainda pensava em um tempo abaixo de 1h40min. Quando passei por um posto de hidratação tive o prazer de receber o copo de água do amigo Egomar, que dessa vez estava de staff da prova e fez até um registro da minha passagem. Muito obrigado, Egomar.  

Na altura do 8º Km porém, havia uma saída da Av. Beira Rio com quase 1 Km entre ida e volta. Iniciava com uma subidinha, o suficiente para dar uma boa quebrada no nosso psicológico, depois de uma sequência de retas e planos. Para os atletas que estavam fazendo 10 Km, como a Aninha, só tinha mais um pouco de reta e terminava.


Juro que enquanto passava por ali assistindo alguns atletas concluindo os 10 Km deu vontade de ficar, mas ainda estava em um ritmo aceitável com alguns parceiros de pace na mesma tocada. Era hora de tomar o meu gel de carboidrato, mas não me deu vontade, e acabei optando por não forçar.  

A partir do 12º Km, onde acessamos uma pista de terra por cerca de 1 Km o meu gás foi acabando. Trechinho chatinho pra correr. Pra piorar dei uma tropeçada quase indo de cara pro chão. Senti um pouco o forte tranco. Felizmente deu pra continuar. Tentei retomar então o ritmo em seguida nos trechos mais planos, mas não consegui mais.

No 15º Km novamente passávamos pela pior subidinha, só que agora com as pernas bem mais cansadas. Não deu pra subir forte e o pace foi pra 5:14 min/Km, além de sofrer várias ultrapassagens. Estava praticamente dando adeus ao meu objetivo. Eram 30 segundos perdidos importantes no tempo final.  

Passado o pior momento da prova, depois o percurso facilitou um pouco. No plano consegui segurar um ritmo melhor e recuperar algumas das posições. Isso foi até boa parte da Av. Beira Rio, quando chegou novamente a saída com subidinha. A essa altura eu estava na base do sacrifício com dores nas pernas e coração saindo pela boca. Além disso, ver os amigos já voltando enquanto estávamos indo desanimava mais ainda.  

Retornando a Av. Beira Rio, faltavam uns 700 metros para acabar. Dei uma olhadinha no Garmin e vi algo em torno 1h36min. Até deu uma animada. Será que dava ? Duro que não tinha reserva alguma, mas fiz o que pude até o final e faltou até pouco pra cumprir o meu objetivo. Cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h40min18s, muito mal por conta do desgaste físico. Demorei um bom tempo para me recuperar.

Fiquei um pouco decepcionado por faltar pouco, mas tenho que considerar alguns pontos: treino longo durante a semana da prova, a gripe que incomodou um pouco, e talvez a não utilização do gel de carboidrato. Fica a lição registrada. Ano que vem tentamos de novo. 

Me hidratei, retirei a medalha, me troquei rapidamente, pois estava morrendo de frio apesar do sol já ter saído e o tempo estar agradável. Novamente precisei dos serviços de massagens da equipe da Elementos Massoterapia, que também marcavam presença no evento. Dessa vez tive que fazer uma sessão completa, pois doía tudo, principalmente as costas. Mãos mágicas, deu uma boa relaxada.

Depois eu e a Aninha assistimos a premiação e aproveitamos para visitar a Festa dos Colonos ao lado, com exposições de produtos e animais, área gastronômica e até um parque de diversões. Apesar de quebrados aproveitamos bem, principalmente a parte gastronômica.

Percurso: Meia maratona são 2 voltas.

 Fausto (Confraria das Corridas), Aninha, eu, Ademar e esposa 
(Foto: Fausto Egídeo)
Eu e a amiga Kátia Fonseca que veio de São Paulo para a Meia de Brusque
 Vista por cima
(Foto: Emanuel Galafassi - Focoradical)
 Opa, quase passei do ponto
(Foto: Mark Maderovysk - Focoradical)
Avenida Beira-Rio completando a 1ª volta
(Foto: Claudemir Marcolla)
Fechando a 1ª volta, ainda inteiro
(Foto: Felipe da Cruz - Focoradical)


Chegando ao posto de hidratação na 2ª volta
(Foto: Egomar Prochnow)
Finalzinho da prova. Menos de 2 Km
(Foto: Mário Sérgio Jesus - Focoradical)
Reta final
(Foto: Felipe da Cruz - Focoradical)
Chegada: Tempo líquido: 1h40min18s
(Foto: Fausto Egídio)
 Missão cumprida junto com a Aninha
(Foto: Corre Brasil)
Com o amigo Jander Carvalho
Rose e Fran da Elementos Massoterapia consertando os estragos 
Eu e a Aninha com a linda medalha
Na Festa dos Colonos - Porção alemã. Muita fome após a prova !!!

Local: Arena Brusque / SC
Data: 24/07/2016 
Horário: 08:00 Hs 
Distância: 21,097 Km (21,21 Km) 

Inscrição: R$ 64,00
Kit: Sacola, camiseta, pote de atum, sacola, chip descartável e número de peito.  

Tempo: 1h40min18s
Pace: 4:44 min/Km

Colocação: 013 de 023 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 095 de 211 (masculino)
Colocação: 106 de 268 (geral)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

16/07/2016 - Maratona de Revezamento Beto Carrero

Foto: Christian Schmidt Mendes (Foco Radical)
Maratona de Revezamento Beto Carrero 2016
Pensei que esse ano não conseguiria participar novamente da Maratona de Revezamento Beto Carrero. Em 2013 e 2014, participei com o amigo Enio Augusto do Podcast "Por falar em Corrida". Em 2015 não pudemos. E esse ano por ele estar em recuperação de uma lesão também não conseguiríamos formar a dupla. Estava praticamente desistindo quando surgiu a ideia de convidar a Ana Paula para formar uma dupla mista. Faltava somente convencê-la a entrar nessa loucura...rs. !!!

A Maratona Beto Carrero é uma prova diferente. É uma corrida de revezamento em dupla, quarteto ou octeto, noturna, e o percurso segue pelo parque (já fechado para o público em geral) e o kartódromo. Esse circuito todo em 8 voltas. A 1ª volta é mais longa, cerca de 1,2 Km a mais, por conta da volta de apresentação. As sete voltas seguintes tem quase 5 Km cada uma.

A retirada do kit foi no dia no próprio kartódromo onde acontece a prova (até às 15 horas). A largada estava prevista para às 18:45. No kit individual recebemos uma sacola estilo mochilinha, camiseta de manga longa, boné, toalha, e alguns outros brindezinhos. No kit da equipe vinha os números de peito, ingressos para o parque, pulseira de acesso ao parque e a área da prova, o bastão com chip e uma lanterna de cabeça.

Como todo ano, após às 15 horas, os atletas com as suas respectivas pulseiras tem acesso ao parque e podem aproveitar um pouco até o horário da prova. É lógico que fomos dar um passeio, mas nada que exigisse muito esforço e nem cansasse muito. Às 17:30 todos já se dirigiam e se concentravam no kartódromo para os preparativos finais.

Nas instalações do kartódromo o público em geral tem acesso. Porém, na pista, onde ficam as tendas de troca, somente os atletas identificados com as pulseiras. Essa área é liberado o acesso somente alguns minutos antes da largada.

Não há opção de maratona individual, e cada equipe traça a sua estratégia durante a prova, optando por correr intercalando volta a volta, correr duas voltas seguidas, largar com atletas mais rápidos primeiro ou não, fazer a primeira parte mais forte ou se poupar mais para o final. Isso promove uma alternância muito grande na posição das equipes durante a prova, tornando-a bastante emocionante.

Apesar dos kits de equipe virem com uma lanterna de cabeça, quase ninguém a utilizou. Era um pouco grande se tornando meio incômoda. Bem que tentei. Além disso, tanto o kartódromo como as áreas do parque estavam bem iluminadas. 

Na nossa estratégia eu iniciaria a prova com a 1ª volta mais longa e depois cada um faria uma volta alternando até o final. Dessa forma conseguimos correr mais forte e temos um tempinho pra descansar e se recuperar. Nossa meta era concluir a maratona em menos de 3h30min.  

A largada para todas as equipes foi às 18:45. Os primeiros atletas percorreram primeiro toda a sinuosa pista do kartódromo na volta de apresentação. Ninguém aliviou muito não, e todos saíram "cantando pneu". Após completarmos a volta e passarmos novamente pelo portal da largada, saímos do kartódrimo e acessamos a Rod. Beto Carrero World, pela parte de fora mesmo. Seguimos no sentido da entrada do parque, na altura do 2º Km da 1ª volta ou do 1º Km das demais voltas.

Dentro do parque começa o zigue-e-zague, vira pra lá, vira pra cá. Também começam a aparecer os vários personagens e até os staffs para animar o pessoal. A 1ª vez que a gente passa é tudo lindo e maravilhoso. Alguns brincam com a gente, correm atrás, mostram suas armas, assustam. Todos ainda no maior pique e na maior energia. Acho que vi quase todos os personagens. É tudo rapidinho. Não dá pra parar e ficar tirando fotos !!! Bom, alguns até param e curtem o momento !!!



O percurso estava bem sinalizado e com vários staffs orientando nos pontos estratégicos. No finalzinho do trecho do parque tinha postos de hidratação com água e um pouco depois com isotônico. Particularmente, eu não peguei nenhum copo de água ou gatorade nas minhas voltas. Só me hidratava quando chegava no posto de troca do revezamento. Aí tinha mais tempo e era mais tranquilo.

Depois de percorrer quase todo o parque (aproximadamente 3 Km) saíamos por um túnel próximo a arena do show dos Velozes e Furiosos. Esse túnel dava acesso novamente ao kartódromo e marcava o 4º Km (fora a 1ª volta) na rampinha de acesso a pista. A partir daí o percurso fica somente em pista e tem quase 1 Km até o posto de troca. Nesse ponto já é possível avistar ao longe os atletas da equipe e começar a se preparar para a troca. 

Senti que tinha feito uma boa 1ª volta e por mais que a gente pense em se poupar chegamos no limite. Na reta final da volta é um misto de sensação de alívio e preocupação com a passagem do bastão. Mas deu tudo certo. A Aninha já esperava ansiosa, e partiu ligeira para abrir a sua 1ª volta. 

Hora de me recompor, descansar, hidratar e se alimentar um pouco. Levamos uma mochila com bebidas, guloseimas, remédios e agasalhos. Teria pouco mais de 25 minutos até chegar minha vez novamente. A tabelinha a seguir mostra o resumo dos nossos tempos: 


A Ana fechou a sua 1º volta aparentemente muito bem. Duro que a gente nem tinha tempo de trocar algumas palavras. Tudo muito rápido. Era receber o bastão e sair correndo. Fiquei bobo em presenciar como várias equipes conseguiam se perder na passagem dos bastões. Alguns atletas chegavam e não encontravam o próximo membro da sua equipe. Tinham que pedir para o locutor anunciar. Total falta de sincronia.

Lá fui eu para a minha 2ª volta, agora mais curta. Pela média dos nossos registros pelo Garmin, a volta teve em torno de 4,89 Km. O frio já começava a castigar, principalmente dentro do parque. O rendimento já não era mais o mesmo da volta inicial, mas ainda era possível uma certa regularidade. A essa altura os atletas já se misturavam em voltas diferentes para cada equipe. Os personagens continuavam firmes animando a passagem dos atletas. Isso rendia também muitas fotos. Concluída a volta com 22min14s passei a vez para a Aninha novamente.

Durante a prova toda a gente se viu poucas vezes e só ficávamos na expectativa da chegada um do outro. Não dá pra perceber muito como cada um está. Eu me sentia razoavelmente inteiro após as minhas 2 voltas. E tinha falado pra Ana ir tranquila sem forçar muito nesse início, pois as voltas finais ficariam mais pesadas.

Recebi o bastão novamente para abrir a minha 3ª volta. Estava bem, as pernas ainda não pesavam tanto. Só era limitado pela respiração mesmo. Enquanto a Ana me aguardava, como estava sentindo dores tomou um Advil e passou um spray no joelho que estava junto a mochila. Só depois do final da prova que ela veio me perguntar sobre o tal "spray" e percebemos que o que ela tinha passado no joelho foi o "desodorante"...rs. Pelo menos acho que o psicológico funcionou !!!

Completei a 3ª volta com tempo parecido da volta anterior com 22min19s. E lá foi a Aninha devidamente medicada com o "desodorante" em spray. Quanto mais ia avançando a noite, mais ficava frio e tive que me render e usar o agasalho enquanto aguardava. A essa altura você não sabe se fica contente em ver a parceira chegar ou se fica preocupado de estar chegando a sua vez. Enquanto isso também fiz umas continhas de cabeça e 3h25min já se tornava um tempo factível !!!

A Aninha chegou com a aparência um pouco mais cansada, normal ao fim da 3ª volta. Era a minha última participação, e logo de saída já senti umas fisgadinhas leves querendo dar cãibras na panturrilha. Aliviei um pouco na primeira parte da volta. Acho que o frio intenso e as paradas provocaram esse desconforto inicial. Alívio mesmo foi quando saí do parque. Não aguentava mais ver alguns personagens...rs. Tinha uma noiva com a cara toda ensanguentada que ficou inerte e me olhando nas minhas 4 passagens, além de um cara com uma moto-serra fazendo o maior barulho...!!! Aff.. Finalmente a última parte no kartódromo e reta final para a última passagem de bastão.   

Olhei o cronômetro e registrava pouco mais de 2h54min. Era só a Aninha fechar a volta com menos de 30 minutos e faríamos o sub 3h25min. Pelas voltas dela não seria muito difícil, mas em se tratando de última volta... E eis que ela surge no início do kartódromo com 3h17min. Nesse ponto senti que conseguiríamos, pois faltava pouco menos de 1 Km para fecharmos. Deixei a mochila por lá mesmo e me juntei a ela nas curvas e retas finais.

Imagino como a Aninha deve ter se esforçado pra concluir essa que foi a prova mais longa que ela fez até então. Nem quero pensar no que passou pela cabeça dela. Eu mesmo já estava todo duro e mal conseguia caminhar. Mas a chegada é aquele momento que faz a gente esquecer todo o sofrimento da prova, e ainda mais com um tempo que nem imaginávamos conseguir. Sensação indescritível ao lado dessa minha super parceira que se superou nessa forte maratona. Muito obrigado por aceitar esse desafio e parabéns, Aninha !!!

Muitas fotos na chegada, é claro. Em seguida fomos para a arena de hidratação, comer algumas frutas, tomar bastante líquido, descansar um pouco e depois retirar a linda medalha. Mal dava pra ficar do lado de fora de tanto frio. Entramos rapidamente no salão e aproveitamos para fazer uma super massagem com os amigos da Elementos Massoterapia. Eu estava com a panturrilha totalmente dura, mal conseguia caminhar. E incrivelmente, após uma sessão de massagem localizada saí de lá praticamente sem dores. Excelente. Valeu demais, pessoal !!!

Como sabia que a corrida acabaria tarde e estaria muito cansado, dessa vez preferi ficar por lá, em Penha mesmo. Achei a Pousada Itapocorói, uns 3 Km distante do parque e à beira da praia. Vou deixar registrado aqui, pois gostei muito das acomodações e principalmente do café da manhã. O valor pelo Booking foi R$ 171. Recomendo e quando precisar já sei onde posso retornar.

Queria também aproveitar o ingresso do parque para o dia seguinte, se o tempo estivesse bom. Apesar de friozinho fez um dia bonito e deu para aproveitar o ingresso que veio no kit. Aliás, muitos atletas também fizeram o mesmo !!! Final de semana bem proveitoso. 

Chegada para a retirada do kit

Equipe 10 da Elementos Massoterapia pra recompor a gente depois da prova
Correndo pela pista do kartódromo com a montanha russa do parque ao fundo
Foto:Mark Maderovysk (Foco Radical)
O que é que eu estou fazendo aqui ???
Foto: (Foco Radical)
Opa. Leão a frente !!!
Foto: (Foco Radical)
Brincando no parque
Foto: Mark Maderovysk (Foco Radical)
Medalhas devidamente conquistadas 

Lindas medalhas
Hora de curtir o parque

Local: Kartódromo do Parque Beto Carrero
Data: 16/07/2016 
Horário: 18:45 Hs 
Distância: 42,195 Km (40,460 Km) 

Inscrição: R$ 230,00 por pessoa
Kit: Sacola, camiseta manga longa, boné, toalha, ingresso do parque, lenço umedecido, squeeze, lanterna de cabeça, número de peito e chip em bastão.  

Tempo: 3h22min47s
Pace: 5:01 min/Km

Colocação: 010 de 023 (dupla mista)
Colocação: 100 de 244 (geral)