quarta-feira, 26 de agosto de 2015

23/08/2015 - Desafio das Torres São José / SC

Desafio das Torres São José / SC
Nos últimos meses tinha ouvido muito sobre a Av. das Torres e não conseguia imaginar direito o motivo do nome Desafio das Torres. No dia da corrida eu acabei descobrindo. Estava em dúvida em participar dessa prova, pois estaria vindo de uma maratona. Porém, como se tratava de um evento em homenagem a D. Eni, e também tinha distância de 5 Km decidi encarar esse desafio.

Treino específico para essa prova não fiz nenhum. Aliás fazia muito tempo que não corria em ritmo mais forte por causa da preparação para a maratona. 

A retirada do kit foi no Bistek, em frente ao local da largada e ocorreu no sábado à tarde. Kit com uma bonita camiseta, barra de cereal, pipoca, bombom, pulseira de acesso à área de hidratação e número de peito. Aproveitei pra confirmar o horário da largada que estava divulgada para às 7:30 anteriormente, mas conforme a organização esse horário seria a largada das crianças. A dos adultos seria às 8:30.

De qualquer forma cheguei antes para não ter problema de estacionamento, e logo vi que o movimento já estava grande. Para estacionar não tivemos problemas, pois o estacionamento do Bistek estava liberado para os atletas.

O tempo estava friozinho e meio fechado. Bom para correr. Grande parte dos amigos das corridas estavam por lá também prestigiando o evento em homenagem à D. Eni, que dava nome ao troféu, e cuidava particularmente dos mínimos detalhes para a boa recepção dos atletas.

Para aqueles que não tinham tomado café de manhã, não teve problemas. Foi oferecido, café quentinho, chá, café com leite e cucas antes da largada. Isso caiu muito bem.

Inicialmente teve a corrida das crianças, que contou com a presença especial de alguns personagens como, o Batman, Frajola e até o Goku. As crianças adoraram, mas quem fez a festa mesmo tirando várias fotos foram os adultos.

Em seguida foi feita a largada da caminhada de 3 Km e dessa vez quem participou foi a Clarinha em um carrinho junto com a mamãe Marta e escoltada também pela Anne. Muito lindinha, estava até de camisetinha da prova.

Às 8:30 foi a largada principal para as distâncias de 5 Km e 11 Km. Bom que o percurso não é realizado em voltas para os 11 Km, apesar de ser uma reta só. Eu tinha dado um olhadinha no percurso um pouco antes e logo vi que esse retão era feito de várias subidas e descidas, motivo pela qual resolvi sair mais contido, mesmo que para mim fosse somente 5 Km.

Mais de 160 atletas largaram para as duas distâncias e logo encararam a primeira subida pra quebrar o ritmo. Até que no início nem tanto. Fomos no sentido mais longo da Av, das Torres, cerca de 1,5 Km até fazermos o retorno. Isso para o pessoal dos 5 Km. Para o pessoal dos 11 Km iriam bem mais a frente para faze o retorno.

Até consegui um pace razoável nos 2 primeiros quilômetros, mas depois foi impossível sustentar. Ou subia ou descia. E mesmo as descidas eu tinha um certo receio porque eram fortes e martelavam muito as pernas.
                          

Quase no 3º Km passamos pelo ponto de largada, agora no sentido contrário. Aí nós tivemos um ponto de hidratação. Normalmente eu não pego água em provas de 5 Km, mas dessa vez dei uma bicadinha e me molhei um pouco.

Esse trecho final não foi diferente do restante, muitas subidas e descidas, porém já bem mais sem fôlego e cansado. Duro mesmo pra manter o ritmo. Mas valeu a pena no final. Como sempre 5 Km exige muito mais e o nível de esforço vai lá em cima.

O tempo e o pace ficaram meio altos para a distância. Cruzei o portal de chegada com 24min42s nos 5,28 Km registrados pelo Garmin. Mesmo assim deu uma suadeira.

Após a chegada, o acesso à área de hidratação era por meio da pulseira que havíamos recebido no kit, que também servia para a retirada da medalha. Aproveitei para tomar água, um café quentinho e comer alguns pedaços de cuca. Muito bom. Só achei estranho não poder sair da área de hidratação comendo. Normalmente é melhor para liberar a área para o restante do pessoal que chega. Ainda teve a área de massagens também muito bom para dar uma relaxada.

Depois de comer fui ver a chegada do pessoal dos 11 Km e aproveitar pra tirar mais algumas fotos. Legal que as amigas Mariana e Flávia aproveitaram o treino longo do domingo e foram lá dar uma prestigiada. Me trouxeram sorte. Saiu um 3º lugar na categoria (45-49 anos). O mais legal é que eu teria uma boa recordação do evento em homenagem a D. Eni, que também participou da prova com muita energia e garantiu o seu troféu.

Antes da premiação teve distribuição de camisetas e squeezes, lançados ao público que prestigiava o evento, e várias homenagens emocionantes. O legal também foi a premiação por categoria tanto para as modalidades de 5 Km e 11 Km. Isso acaba atraindo mais atletas, pois dá oportunidade para mais atletas disputarem um troféu e subirem ao pódio.

Saí bastante contente pelo resultado, mesmo vindo de uma maratona na semana anterior. Foi um evento com a presença de muitos amigos das corridas e com uma animação e energia muito boa. Acho que essa prova veio pra ficar.


 Pessoal na expectativa
Presença do GOKU alegrando a criançada e os adultos
Descendo a ladeira
Fechando os 3 Km
Reta final
Chegada. Tempo líquido: 24min42s
Com a grande anfitriã da festa, D. Eni
Flávia e a Mariana que trouxeram sorte !!!
3º lugar na categoria (45-49 anos)
Jabson, Fausto (completando sua 150ª corrida), e o Analto

Local: Av. das Torres - São José/SC
Data: 23/08/2015 
Horário: 08:30 Hs 
Distância: 5Km (5,82Km) 

Inscrição: R$ 40,00 (em grupo)
Kit: Camiseta, bombom, barra de cereal, pulseira de acesso, sacolinha e número de peito.


Tempo: 24min42s
Pace: 4:41 min/Km

Colocação: 003 de 008 (45-49 anos)
Colocação: 015 de 051 (masculino)
Colocação: 016 de 082 (geral)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

16/08/2015 - Maratona Caixa de Santa Catarina 2015

Maratona Caixa de Santa Catarina 2015 - FLN/SC

Fotos da Corrida FB
Fotos da Corrida FB (by Ana Clara)
Fotos da Corrida FB (by Sebastião Santos) 
Fotos da Corrida FB (by Sprint Assessoria) 

Tenho um carinho muito especial com a Maratona de Santa Catarina, pois foi onde fiz a minha primeira participação oficial no mundo das corridas, em 2009. Na época estreei na distância de 10 Km e de lá pra cá não parei mais. Me lembro muito bem como ficava admirado e espantado como alguém poderia fazer mais de 42 Km correndo. Achava algo impossível para mim.

Para essa edição eu vinha me preparando razoavelmente bem, uma vez que tinha optado por não participar da Maratona de Porto Alegre por ser no mesmo dia da principal prova aqui de Santa Catarina, a Meia Maratona de Floripa. Porém, faltando aproximadamente um mês para essa maratona, após participar da Meia Maratona noturna em Pinhais/PR e ter passado muito frio, acho que o meu organismo cedeu. Dores de cabeça, calafrios, garganta inflamada, indisposição e fraqueza total. Isso durou cerca de 20 dias até melhorar.

Não consegui fazer treinos longos justo na hora que deveria estar aumentando o volume. Fiz somente treino longo de 30 Km bem leve que mais me derrubou em seguida que me condicionou, e um treino de 24 Km faltando 5 dias para a maratona. Pensei seriamente desistir dos 42 Km, pois sei que estando 100% já é difícil, imagine sem treino e em recuperação.

Bom, mas como já estava inscrito e não podia mudar decidi que faria pelo menos uns 32 Km em ritmo bem leve, e avaliaria a condição na hora. Se estivesse legal iria até o fim nem que fosse caminhando para terminar.

Retirei o kit na sexta-feira na loja da Track & Field do Shopping Iguatemi. Local bem simples. Era só pegar o kit mesmo. Não havia nenhum outro atrativo. Para quem quisesse ainda estavam sendo feitas inscrições na hora com os preços normais. O chip não era descartável e deveria ser retirado no dia do evento.

No domingo, com muita dúvida na cabeça sobre o que poderia ocorrer fui para o Trapiche da beira mar norte, local da largada. Além da maratona, havia opção das distâncias de 5 Km e 10 Km, o que ajudou bastante a elevar a quantidade de atletas participantes do evento. Fui cedo pra conseguir uma vaga na beira mar ainda e para retirar o chip.

Após encontrar os amigos que estavam em peso no evento, fui me alinhar para a largada. Nem precisei aquecer, pois teria muito tempo para isso. O pessoal da maratona largou às 7 horas e os atletas das distâncias de 5 Km e 10 Km à partir das 8:30. Apesar disso, quase todos já estavam por lá na concentração.

A minha estratégia da prova era manter o pace de 5:30 min/Km até os 35º Km, pelo menos. Dessa vez eu iria tentar seguir a risca. Apesar desse pace meio alto, na minha cabeça estavam duas metas por trás: o sonhado sub 4h na maratona de SC, e o tempo para entrada no ranking brasileiro de maratonistas, que deveria ser inferior 3h56min para a minha faixa etária (45-49 anos).

Enquanto aguardava a largada encontrei o amigo Jeffrey de Lages, que estreava na maratona e seguiria junto no mesmo ritmo. Saímos bem contidos e os dois primeiros quilômetros cumprimos a risca o pace desejado. Apesar da grande maioria dos atletas passarem voando por nós nesse início conseguimos resistir a empolgação inicial e engatar uma certa cadência

No começo da maratona é só alegria. Todos ainda animados, conversando, acenando, sorrindo... Dei uma olhadinha no termômetro da rua e ainda registrava 20ºC, mas o dia prometia. Seguimos inicialmente em sentido UFSC pela beira mar norte. Até lá foram cerca de 7 Km. Tudo bem tranquilo, confortável, com hidratação a cada 3 Km e o sol ainda bem fraquinho. A Aninha e o Fausto nos acompanharam um pouco de bike e foram tirando várias fotos.

Retornamos próximo a UFSC e foram mais 7 Km de volta até passarmos novamente pelo Trapiche. Esse trecho acho que foi o mais confortável, pois já estávamos aquecidos e o pace fluía naturalmente. Tomei o meu primeiro gel de carboidrato logo após o 9º Km.

Ao passarmos pelo Trapiche novamente já atingíamos os 14 Km, e foi aquela injeção de ânimo ao receber o apoio do pessoal todo concentrado por lá, pois a largada dos 5 Km e 10 Km seria realizada logo em seguida. De repente se juntou a nós a amiga Kelly. Não a tinha visto antes. Ela explicou que havia perdido a largada. Uma pena, ainda mais em um evento desse. Mas ela seguiu com a gente na parceria para fazer um treino longo. Ainda faltavam 28 Km.

Agora o sentido era para o Trevo da Seta, na beira mar sul. Um bom pedaço a percorrer. Foram aproximadamente 9 Km até lá. Ainda no final do 14º Km aproveitei para fazer um pit stop rápido, pois foi a oportunidade que tive ao encontrar um banheiro químico. Já vinha segurando a um bom tempo. Nesse quilômetro o pace quebrou um pouco, mas logo foi recuperado e consegui alcançar a Kelly e o Jeffrey um pouco mais à frente. O termômetro já registrava 22ºC, mas ainda estava razoável.

Garmin - Maratona Caixa de Santa Catarina 2015

No Km 18 passamos pelo túnel e de lá seguimos pela beira mar sul. Juntou-se a grupo o amigo Sebastião, que não pôde participar esse ano, e nos acompanhou de bike, fazendo também uma bela cobertura fotográfica. A hidratação estava impecável, com água gelada em todos os postos, gatorade e até coca-cola em alguns postos. Muito bom.

Passados os 20 Km tomei o meu 2º gel e um pouco mais à frente lembrei que deveria ter tomado a cápsula de sal para evitar as cãibras. Não podia ter bobeado. Chegamos finalmente ao Trevo da Seta, fechando os 23 Km, e retornamos. Era o ponto mais distante da maratona. Agora era voltar novamente no sentido do Trapiche por mais uns 9 Km.

Enquanto voltávamos eu e a Kelly lembrávamos o quanto era difícil esse trecho com algumas subidas leves, mas contínuas, e o vento contra que geralmente soprava. Esse ano o percurso mudou e só passaríamos essa vez por esse trecho. A parte a ser duplicada seria do outro lado. Ainda bem.

Estava me sentindo bem, sem dores, sem aquela sensação de estar morrendo, e ainda com disposição. Ainda tinha o receio de como chegaria próximo dos 32 Km, que seria a passagem novamente pelo Trapiche. Estávamos eu, a Kelly, o Jeffrey e o Sebastião. A essa altura, eu o Jeffrey já conversávamos bem menos ou quase nada. Termômetro já acusando 23ºC.

Novamente passamos pelo túnel no sentido beira mar norte. Passamos pelo sambódromo, antigo ponto da largada e chegada da maratona de SC, e seguimos em frente. O Sebastião foi registrando tudo com belas fotos nos viadutos e junto a Ponte Hercílio Luz. Tomei então a minha 2ª cápsula de sal e o 3º e último gel, antes de chegarmos ao Trapiche.

O sol já começava a castigar um pouco mais. As forças já não eram as mesmas. As pernas começavam a dar sinais de fadiga. Estava chegando no 32º Km e aquela dúvida de parar ou continuar nem passou pela cabeça. Passei pelo Trapiche escoltado pelos amigos em um bloco único, e levamos mais uma injeção de ânimo de todos que ali assistiam a maratona. Nossa, me lembro bem. Essa passagem foi de muita energia e nos empurrou confiantes para os últimos 10 Km.

Passada a euforia, um pouco mais a frente caímos novamente na real. Algumas fisgadas começaram a querer atrapalhar, mas não duraram muito tempo. Estávamos bem em relação ao objetivo de pace 5:30 min/Km e conseguimos levar até o 34º Km. A partir daí pensei, se conseguir manter o pace de 6:00 min/Km o sub-4h viria, mas o sub 3h56mn para o ranking brasileiro de maratonistas ficaria ameaçado.

Eu e o Jeffrey já não falávamos mais nada. Só lamentávamos as dores que aumentavam a cada quilômetro. A temperatura já registrava 26ºC. Chegamos finalmente ao último retorno, um pouco depois do elevado do CIC, na altura do Km 37. Nem acreditava. Era só voltar mais um pouco, 5 Km.

A medida que avançamos o pace ia subindo. Era inevitável. Mas estávamos conseguindo manter abaixo dos 6 min/Km. Só deixamos escapar no 41º Km, alguns segundos a mais. A essa altura isso não seria problema. A conta na cabeça estava feita e o último quilômetro poderia ser até a 7 min/Km. 

Estava perto das minhas metas e não queria arriscar perdê-las. Não dessa vez !!! Após a metade do último quilômetro quando nos aproximávamos do funil de chegada fomos tomados por uma última dose de energia vinda do público que assistia. É aquela hora mágica da maratona que você começa a enxergar o portal de chegada e o público te empurra aplaudindo e gritando palavras de incentivo. Uma sensação indescritível. Ainda mais que corríamos em casa com muitos amigos assistindo e conseguimos chegar todos juntos.

Na chegada, aquela confraternização e sentimento de dever cumprido. Agradecimento a Kelly que nos acompanhou e não deixou o ritmo cair e um super parabéns ao Jeffrey que acabava de se tornar maratonista, já com sub 4h !!! Uma mistura de emoção com dores em todas as partes do corpo. Até pra tomar água estava difícil. Quer ver para tirar o chip do pé. Abaixar era impossível.

Depois de uma boa hidratação, pegamos a suada medalha, descansamos um pouco vendo a chegada de alguns outros amigos, e fui fazer um belo lanche na área da Caixa.

Essa foi sem dúvida a melhor maratona que já fiz. Não pelo tempo, mas pelas condições em que me encontrava. Acho que acertei o ritmo para essa prova. Além disso, a alteração do percurso acredito que agradou a maioria dos atletas, que não precisaram ir para a sofrida beira mar sul duas vezes.

Sei que em condições normais poderia ter arriscado um pouco mais e ter ido um pouco melhor, mas considero uma vitória ter conseguido concluído bem a minha 9º maratona, e com as respectivas metas cumpridas. Agora é se preparar para a próxima: Maratona de Curitiba !!!

Percurso 2015 (42,340 Km)


A galera momentos antes da largada da maratona
Passagem sob a Ponte Hercílio Luz - Sentido beira mar sul
 Selfie da Aninha na bike, com o Sebastião, Kelly, eu e o Jeffrey ao fundo

A foto clássica após a passagem pela Ponte Hercílio Luz, após uns 30 Km 
Final da subida do viaduto
Nós chegando
Em uma das passagens pelo Trapiche
Chegada 
Finalmente sub-4h
 Grande parceira, Kelly. Valeu !!!
Jeffrey, agora maratonista !!! Parabéns !!!
A hora de repor as energias

Local: Trapiche da Beira mar norte - FLN/SC
Data: 16/08/2015 
Horário: 7:00 Hs 
Distância: 42,195 Km (42,340 Km) 

Inscrição: R$ 94,50 (desconto 10%)
Kit: Número do peito, camiseta, viseira, squeeze, e sacola.  

Tempo: 3h54min13s
Pace: 5:32 min/Km

Colocação: 027 de 050 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 166 de 321 (masculino)
Colocação: 176 de 371 (geral)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

08/08/2015 - Treino Desafio de Inverno - Rancho Queimado-Angelina 15 Km

Treino Desafio de Inverno - Rancho Queimado-Angelina 15 Km

Fotos da Corrida FB

Vídeo

No último sábado tive o prazer de participar do melhor treino de corrida desde que comecei a prática do esporte. A idealização do Treino Desafio de Inverno foi do nosso amigo Renato Luiz Ventura que contou com a ajuda na organização do Podcast "Por Falar em Corrida" e do Site de corridas de Santa Catarina CORRIDASSC, além de vários outros parceiros e apoiadores que somaram e ajudaram para o sucesso do evento.

Tudo muito bem planejado desde o início. O treino era aberto a todos os corredores que se considerassem aptos a percorrer algo em torno de 15 Km (igual a da São Silvestre), distância que separa as cidades de Rancho Queimado e Angelina, ao pé da serra catarinense. Quem quisesse podia adquirir antecipadamente um ticket que dava direito a medalha e a um almoço no final do treino. Ticket esse que se esgotou rapidinho, pois era bem baratinho, só R$ 20.

A concentração e a estrutura toda ocorreu na Praça Central de Angelina, em frente a igreja. Fomos recepcionados com um belo café da manhã com direito à vários tipos de cucas e café para esquentar um pouco. Para os mais ligados em redes sociais e internet foi disponibilizado também acesso gratuito Wi-Fi para o evento.

Além de vários corredores avulsos, o treino contou com a presença de várias assessorias esportivas de corridas, além de atletas de várias cidades do estado, o que deixou um bonito colorido no evento. Foi uma confraternização bem legal entre os amantes do esporte.

A largada do treino foi na cidade de Rancho Queimado e para levar os atletas até lá foram disponibilizados vários ônibus, partindo de Angelina. No caminho de ida já deu pra sentir um pouco os vários morros que encararíamos. Menos mal que seriam mais descidas que subidas. Além de nós que seguíamos de ônibus vários outros atletas já aguardavam na praça de Rancho Queimado para se somarem aos participantes do treino.

Uma curiosidade é que apesar do treino ser de inverno e inicialmente se esperar uma temperatura bem baixa na região, foi bem ao contrário. Estava até quente com a presença do sol. Melhor assim. A hidratação no percurso conforme avisado previamente era por conta de cada um, e todos já foram preparados.
Eu tinha intenção de fazer um treino um pouco mais longo, algo em torno de 24 Km, mas acabei mudando de ideia ao ver o percurso. Saímos todos às 9:20 da praça de Rancho Queimado e cada um seguiu no seu ritmo. Alguns fizeram um treino mais forte e dispararam, outros preferiram um treino mais ritmado e outros ainda estreavam nessa nova distância e iam bem na boa curtindo a paisagem.

Tentei fazer o treino em ritmo constante, ainda sonhando em tentar ganhar ritmo para conseguir participar da maratona de Santa Catarina no próximo dia 16/08, mas foi impossível. Ou era descida ou era subida. Não tinha meio termo. Por isso as parciais por quilômetro ficaram bem diferentes. Além do que, morros não são o meu forte. E agora descobri que descidas muito fortes também não.

O percurso é muito bonito com cachoeiras e aquele ar de serra. Muitos atletas aproveitavam e iam parando para fazer alguns registros e admirar a paisagem. Só um cuidado que precisávamos ter era correr mais no canto, pois não tinha acostamento e as pistas eram estreitas. Mesmo não tendo muito movimento às vezes passava algum veículo ou outro.

Boa parte do percurso fui acompanhado e o legal é que dá pra ir conversando. Principalmente com os amigos que correm no mesmo rítmo. Aí o tempo vai passando rapidinho. Eu só senti um pouco depois do 10º Km, que as pernas começaram a doer por causa da quantidade de descidas que eu não estou acostumado. 

Um pouco antes de chegar, aproveitando um trecho razoavelmente plano, voltei um pouco no percurso para tentar esticar o treino. Fui até encontrar os amigos Enio e o Nilton. Retomei o caminho com eles e terminamos o treino. Depois eu tentei fazer mais um pouco, mas só deu uns 2 Km a mais. Tudo dolorido desse treino diferente.

No final do treino, muita banana, melancia, cucas, água, café, Pureza, aguardavam os atletas. Tudo feito com muito carinho e muito bom. As cucas fizeram enorme sucesso. Eu não comi muito, pois sabia que ainda tinha a parte melhor, o almoço. Quem tinha o ticket pegou a sua medalha de participação do treino. Bem legal e devidamente identificada !!!

Depois foi só dar uma trocada e seguir para o almoço no Restaurante SENS, que ofereceu um excelente almoço aos atletas e acompanhantes que adquiriram o ticket, com bastante variedade de saladas e pratos quentes. E a parte boa de confraternização com o pessoal.

Só tenho a agradecer e parabenizar ao amigo Renato Luiz Ventura e os amigos do "Por Falar em Corrida", CORRIDASSC, e de parceiros e apoiadores que promoveram esse belíssimo treino com mais de 200 atletas com nível e padrão superior a de muitas corridas de rua. Tenho certeza que todo mundo já aguarda a próxima edição !!!

Presença de muitos atletas de várias assessorias esportivas
Com o organizador Renato, Lia, Marta e a Lu
Busão rumo a Rancho Queimado

Concentração da largada na Praça de Rancho Queimado

Trecho inicial logo após a largada
 Tentando acompanhar os feras
Percurso com um belo visual
 Chegando um pouco cansado 

Treino com essa super medalha 

Local: Rancho Queimado / Angelina -SC
Data: 08/08/2015 
Horário: 9:20 Hs 
Distância: 15 Km (17,40 Km por minha conta) 

Inscrição: R$ 20,00 (valor para o almoço e a medalha)

Tempo: 1h33min05s
Pace: 5:21 min/Km

terça-feira, 4 de agosto de 2015

02/08/2015 - Golden Four Asics - Etapa São Paulo

Golden Four ASICS - Etapa São Paulo

Fotos da Corrida FB

Depois de ouvir muito bem sobre as meias maratonas (21 Km) da Golden Four Asics, realizada esse ano em 4 etapas pelo Brasil: Rio, Fortaleza, São Paulo e Brasília, decidi fazer minha 1ª participação na Etapa de São Paulo. Ajudou também a conveniência que tenho, pois a minha família é de lá e aproveito pra visitá-los. Além disso estava bem empolgado pelo apelo de ser uma prova rápida e plana. Bom para melhorar as marcas.

A inscrição para essa prova tem que garantir alguns meses antes, pois se esgotam muito rápido. Enquanto escrevo esse relato (05/08/15) as inscrições para a etapa de Brasília em 08/11/15 já se esgotaram.

Saí de Florianópólis rumo a São Paulo no sábado cedinho (véspera da prova). Lá encontrei com os meus pais que me acompanharam na retirada do kit no prédio WTC em São Paulo. Eles puderam ver a EXPO Golden Four e também assistir a palestra do Dr. Drauzio Varella, médico, escritor e maratonista. Muito interessante por sinal.

Durante a retirada do kit encontrei com a Ludia, uma colega de trabalho e agora corredora, da época que eu ainda morava em São Paulo, há mais de 10 anos. Muito legal revê-la. Em seguida encontrei a amiga jornalista e corredora aqui de Florianópolis, Sabine Weiler, e finalmente com o Enio Augusto do podcast “Por falar em corrida”. Confesso que a Sabine e o Enio foram os meus grandes incentivadores para participar dessa etapa. Valeu muito pelas dicas.

Já dava pra perceber o nível da organização da prova na retirada do kit. Além de vários stands de produtos voltados para a corrida havia alguns outros diferenciais: personalização da camiseta da prova sem custos adicionais, cópia impressa das fotos publicadas no instagram com a hashtag #goldenfourasics, e também um reforçado kit lanche que nem o Enio conseguiu devorar tudo. Tudo muito bom. Já estava gostando.

Para facilitar a logística no dia da prova eu o Enio ficamos no Hotel Quality Faria Lima, ao lado do Shopping Eldorado, e a cerca de 2,5 Km do local da largada, no Jóquei Clube de São Paulo. Distância boa pra já ir dando uma aquecida. Se bem que o horário que nós fomos ainda estava escuro.

A largada foi programada em faixas de ritmos dos atletas, diferenciadas pelas cores no número do peito, com pequena diferença de horários. Pelo que vi até que foi bem obedecido com controle nas entradas dos acessos. O chip descartável ficava no número do peito, uma preocupação a menos para a preparação.

Antes da largada encontrei ainda o amigo Márcio Kobayashi de Manaus, que participa de quase todas as grandes provas nacionais. E devemos estar na próxima meia de Buenos Aires em Setembro.

O tempo colaborou. A temperatura na largada estava próxima dos 16ºC e sem chances de chuva. Aliás, o ar estava até seco.

Minha expectativa para a prova ainda era fazer um sub 1h40min, mesmo não estando 100%. Durante as duas últimas semanas tive uma queda de imunidade me sentindo muito fraco, e ainda estava em fase final de tratamento. Na verdade nem sei se era melhor não ter participado, mas como já estava inscrito não ia perder a oportunidade.

Larguei na faixa das 7 horas com a ideia inicial de manter um pace regular entre 4:40 e 4:45 min/Km. Normalmente no início isso é razoavelmente tranquilo. Mas dessa vez senti que tinha alguma coisa estranha. Logo nos primeiros quilômetros o esforço estava sendo muito maior que o esperado.

Não me lembro de ter feito os 3 primeiros quilômetros tão ruins em uma meia maratona. Mas ainda estava naquele pensamento que depois as coisas melhoram. Nos 2 Km seguintes, já fazendo um esforço maior que o normal fiz um ritmo que seria o ideal. Lógico que não durou muito e percebi que não seria o dia. Muito cedo (5º Km) para estar tão sem fôlego.

Tinha a nítida impressão que o meu pulmão tinha encolhido e a respiração estava mais curta. A ponto de até sentir um pequeno desconforto nos pulmões. Hora de pensar na saúde e desistir de qualquer tentativa de meta de tempo. Aliás por alguns momentos estava pensando em desistir da prova mesmo tamanho era o esforço e o incômodo das dores. Tipo aquela sensação de final de cada tiro.

Garmin - Golden Four Asics - Etapa São Paulo

Desacelerei completamente e fiquei brigando comigo para não caminhar. Sabia que se caminhasse uma vez ia ser difícil resistir posteriormente. Então segui em um trote bem mais leve. A ideia agora era conseguir terminar a prova. Não consegui nem curtir muito o trajeto, pois estava concentrando no meu esforço e foi sofrido.

Quanto a hidratação, nunca vi algo desse tipo. De 3 em 3 quilômetros tinha postos tanto de gatorade em saquinho como de água. Eu fiquei mesclando entre um e outro a cada passagem pelos postos. Hidratação impecável.

Passei pelo 10º Km com 48min35s. O tempo longe do que eu imaginava, mas o interessante é que tinha um sensor nessa marca para registrar a passagem e posteriormente foi enviado o tempo por mensagem para o celular.

Em seguida sem a menor vontade tomei o gel de carboidrato que tinha levado. Totalmente enjoado e com medo de vomitar, mas sabia que era preciso. Estava bem fraco. Um pouco mais a frente a organização também distribuiu gel aos atletas. Peguei mais um pra garantir, mas não consegui tomar.

O percurso era cheio de quebradas e idas e vindas. Em uma dessas vi o balão vermelho que os corredores pacers levavam para marcar ritmo. O que eu queria ter acompanhado de 1h40min já estava bem longe… Vi também que o Enio estava se aproximando e não demoraria muito para me alcançar. Isso ocorreu no Km 14 mais ou menos. Até pensei em tentar acompanhá-lo, mas não estava dando mesmo e ele foi sumindo na minha frente.

Seguia aos trancos e barrancos e estava conseguindo não caminhar. Porém, via quase todo mundo me passando. Foi quando já na altura do 18º Km passaram por mim os pacers com balões de 1h45min. Tentei embarcar no pique do pessoal que acompanhava nesse ritmo. Na cabeça eu já estava pensando em terminar a meia acima de 1h50min. Não estava fácil também acompanhá-los, mas com a proximidade do final fui me mantendo focado pelo menos pra chegar perto dessa marca.

Foi muito útil a chegada dos pacers, caso contrário estaria correndo sem motivação alguma no final. E o legal é que eles vão incentivando os atletas. Ainda na reta final consegui emparelha e chegar junto com eles.

Minha chegada foi sofrida, e mesmo com o tempo longe do que gostaria fiquei feliz por ter conseguido completar mais uma meia maratona. Ia ficar muito frustrado se tivesse que abandonar no meio. Em seguida o Enio me encontrou. Depois pelas fotos descobrimos que chegamos bem próximos, inclusive até na mesma foto, com uns 10s de diferença no tempo bruto.

Não deu tempo de aproveitar muito o pós-prova, pois tínhamos que ir para o hotel tentar chegar a tempo para o café da manhã e fechar a conta. Pegamos o kit lanche, a medalha bem grande (inclusive com local para gravar o tempo da prova), e uma toalha que deram para os concluintes. Fizemos alguns registros com a medalha e seguimos para o hotel em seguida.

Como já haviam me adiantado essa foi sem dúvida a prova mais bem organizada que participei, onde parece que tudo funciona. Até as fotos da chegada e durante a prova eles disponibilizam ou publicam automaticamente pra quem assim desejar. Tudo muito perfeito !!! Depois foi aproveitar o restante do dia pra curtir um almoço com a família em São Paulo antes de pegar o caminho de volta.

Gostei muito e sempre que for possível participarei das Etapas da Golden Four Asics.

Percurso 2015 (21,39 Km)

Palestra com o Dr. Drauzio Varella

 Meus pais também me acompanharam na retirada do kit
Com amiga jornalista e corredora Sabine Weiler na retirada do kit
Kit com a camiseta personalizada
Antes da largada com Márcio de Manaus e o Enio do "Por falar em Corrida"

 Esse era o objetivo
 No percurso enquanto estava bem
Registro da organização 
 Chegando. Tempo líquido: 1h45min30s
Com a medalha no final da prova
Certificado

Local: Jockey Club de São Paulo - SP
Data: 02/08/2015 
Horário: 7:00 Hs 
Distância: 21,097 Km (21,39 Km) 

Inscrição: R$ 108,00 (desconto 10% - assinatura Revista Contra-Relógio)
Kit: Número do peito com chip descartável, camiseta personalizada, viseira, sacola e lanche.  

Tempo: 1h45min30s
Pace: 4:56 min/Km

Colocação: 0335 de 1.156 (categoria 40-49 anos)
Colocação: 1.231 de 3.897 (masculino)
Colocação: 1.353 de 5.435 (geral)