quinta-feira, 7 de setembro de 2017

03/09/2017 - 28ª Dez Milhas Garoto - Vitória / ES

Foto: Mark Maderovisk - Foco Radical
28ª Dez Milhas Garoto - Vitória / ES


Sempre tive vontade de participar da corrida Dez Milhas Garoto, em Vitória no Espírito Santo. O problema é que ela sempre ocorria em datas de outras provas importantes do meu calendário e não conseguia encaixar. Esse ano, mesmo sendo uma semana depois da Maratona de Floripa, eu e a Aninha decidimos ir conhecer essa deliciosa prova.

O primeiro desafio foi conseguir as passagens aéreas, pois não tem voo direto daqui de Florianópolis e os valores são um pouco maiores. Apesar dos horários apertados de ida e volta, garantimos um bom negócio utilizando milhas Smiles e pontos Multiplus. Reservamos o Hotel Red Roof in Vitória no bairro de Camburi, bem em frente a largada. Excelente opção, principalmente o quarto superior com vista para o mar e uma cama gigante (R$ 189). Valeu a pena pagar um pouquinho a mais. O café da manhã foi muito bom e nos surpreenderam ao receberem os atletas na volta da corrida com sucos de melancia e laranja na recepção.

A entrega do kit foi realizada na Fábrica da Garoto, local da chegada da corrida também, em Vila Velha. Como o nosso voo estava previsto para chegar 14:10 e a entrega dos kits seria até às 16 horas, optamos por garantir a retirada, contando com a ajuda do amigo Renato, que também iria participar da corrida e tinha ido na véspera. Por isso, acabamos não indo para a fábrica da Garoto nesse dia, mas em uma próxima oportunidade vamos considerar ir com pelo menos um dia de antecedência para poder fazer essa visita e aproveitar a distribuição de chocolate.

Daqui de Floripa também estavam por lá a Elza, o marido Osvaldo, a Ivana, o Cauã e a Solange. Todos no mesmo hotel. Outra alternativa boa de hotel era o Íbis, bem pertinho. Apesar de não ter encontrado shopping center por perto, a região tinha uma boa estrutura com restaurantes e pizzarias. No jantar da véspera comemos no Disk Pizza Paulistana.

A largada da prova estava prevista para às 8 horas, e não tivemos preocupação com o deslocamento, pois a largada era só sair do hotel. Eles inclusive adiantaram o café da manhã para às 6 horas por causa dos atletas. Muito bom, pois eu gosto de me alimentar com cerca de 1h30min antes de correr.


Como era minha primeira participação e não conhecia bem o percurso, minha meta era completar a prova antes de 1h20min, considerando que teria uma boa subida na Terceira Ponte. Essa prova não tem distância alternativa. São 10 milhas (16,096 Km) somente. Cerca de 1 Km a mais que a corrida de São Silvestre.

Para facilitar a dispersão na largada os atletas foram divididos em setores com as cores azul, verde, laranja e marrom, baseado nos seus paces de provas. Eu fiquei no setor azul e consegui me posicionar relativamente bem na largada, evitando um congestionamento maior e correndo mais solto. A Aninha ficou no setor verde logo atrás, mas já enfrentou mais dificuldade de correr nos quilômetros iniciais.

Fui me alinhar para a largada uns 20 minutos antes. A organização tinha disponibilizado garrafinhas de água próximo para quem estivesse com sede. Imaginei que não teria, mas para entrar no setor correto havia verificação das cores do número de peito. Muito bom.

O tempo estava fresquinho e sem sol. Ideal pra correr. Minutos antes da largada começou uma leve chuva, mas durou somente alguns minutos. E a largada foi dada com toda a empolgação, no estilo São Silvestre, sob os olhares do público local que assistia em peso.

Saí com a intenção de manter um pace igual a de uma meia maratona, em torno de 4:40 min/Km, mas também queria fazer alguns registros durante a prova. No 1º Km corremos com a praia de Camburi à nossa esquerda. Até cerca de 4,5 Km o percurso foi bem plano, consegui manter o ritmo desejado e estava contente. Bom seria se todo o resto fosse assim.

Chegamos então na famosa Terceira Ponte, que sem dúvida, é a grande atração da prova. Tanto pelos seus mais de 2 Km de subida como pela sua vista panorâmica fantástica lá de cima. Essa ponte liga as cidades de Vitória e Vila Velha. Já tinham me avisado que não seria nada fácil, mas ao vivo a gente pôde comprovar mesmo. Bem que tentei manter o ritmo, mas não deu. Me restou fazer uns vídeos e admirar um pouco a paisagem sobre a Baía de Vitória e a vista para o Convento da Penha, situado em um penhasco a 154 metros de altitude.

Como tudo que sobe tem que descer, depois de 6,5 Km percorridos finalmente chegou a tão esperada descida, onde deu pra descansar um pouco e voltar ao ritmo anterior. Me segurei um pouco na descida.

A hidratação foi bem boa, com garrafinhas de água gelada e várias mesas. A vantagem é que a quantidade de água é maior na garrafa, mas o desperdício acredito ser maior. Bebia metade e me refrescava com a outra parte. Eu peguei em quase todos os postos, exceto no último por já estar concentrado brigando pelo tempo. 

Com pouco mais de 7,5 Km saímos da Terceira Ponte e seguimos pelas ruas de Vila Velha já em um percurso mais plano. Só ao passar pelo 8º Km que pegamos mais uma subidinha que fez quebrar um pouco o ritmo novamente. Mesmo tendo sofrido durante a subida da ponte me sentia bem e seguia confiante para conseguir o sub 1h20min.

Na altura do Km 10,5, entramos pela Av. Antônio Gil Veloso e corremos em paralelo a Praia da Costa por cerca de 2,5 Km. Uma das coisas que me chamou bastante a atenção foi a presença do público e das assessorias esportivas na rua dando incentivo e aplaudindo os atletas que passavam. Muito legal essa receptividade do povo Capixaba.

Depois pegamos uma reta só pela Rua Castelo Branco com quase 2 Km de extensão e ao seu final completamos o 15º Km. Com quase 1h13min nessa passagem, me restavam 7 minutos para completar o último quilômetro e mais alguns metros, que aparentemente seria tranquilo se não tivesse uma última subida para acessar a reta final, na Estrada Jerônimo Monteiro. Sorte que ela não era das mais longas. 

Ainda fazendo as contas, no último quilômetro me mantive firme e até acelerei um pouco. Chegando comigo veio o Rodrigo. Nos cumprimentamos e fizemos um sprint final muito legal. Outro momento marcante foi essa chegada com as arquibancadas com o público lotando os dois lados e gritando com a passagem dos atletas. E com esse apoio todo é lógico que deu o sub 1h20min planejado. Tempo líquido 1h18min52s, para ser mais exato.

Fui lá me hidratar bem, receber a medalha e pegar o kit lanche (maça, banana, barra de cereal e mix de gergelim Nesfit). Em nenhum momento vi isotônico, nem na arena de chegada. A única coisa que senti falta. Peguei a minha mochila no guarda-volume e fui correndo ver a chegada da Aninha. Não demorou muito e lá vinha ela toda feliz conseguindo completar a sua prova em 1h33min52s. Excelente !!!

A arena de chegada já estava toda tomada. Quase impossível encontrar alguém. Só vi rapidamente a Elza, o Cauã, a Solange e o Chapolin !!! Descansamos mais um pouco e logo partimos de volta ao hotel. Novamente nos deparamos com falta de Uber e táxi. Nesses grandes eventos todos tem a mesma ideia. E lá fomos nós encarar um ônibus super lotado para conseguirmos voltar. Mais um pouco de aventura, mas estávamos contentes. Pelo menos saiu bem em conta, R$ 2,80.

A prova Dez Milhas Garoto me agradou muito pela organização, percurso desafiador, com vistas panorâmicas fantásticas, saída de Vitória e chegada em Vila Velha, e a grande participação do público nas ruas. Com certeza é uma das provas que irei repetir, mas agora com mais tempo para aproveitar.

Percurso 2017 (16,290 Km)

Kit básico com personalização da camiseta para sócios do clube O2

 Chegando a Vitória/ES
 Kits retirados pelo amigo Renato
  Café da manhã com as atletas de Santa Catarina, Aninha, Elza e Ivana.
 Vamos largar !!!
 Início da subida da Terceira Ponte
 Subindo a Terceira Ponte com um visual maravilhoso
 Lá em cima o Convento da Penha
(Foto: Foco Radical)
Aninha mandando ver já na descida da Terceira Ponte
(Foto: Foco Radical)
 Chegada da Aninha
Já com as medalhas na arena de chegada
 Em frente a fábrica da Garoto
Medalha da 28ª Dez Milhas Garoto
Voltando felizes com o resultado.

Local da largada: Trapiche da Beira-mar norte - FLN/SC

Data: 03/09/2017
Horário: 8:00 Hs
Distância: 10 milhas (16,29 Km)

Inscrição: R$ 90,00
Kit: Sacola tipo mochila, camiseta, uma barra de chocolate, uma caixinha de chocolate batom, número de peito e chip descartável.

Tempo: 1h18min52s
Pace: 5:51 min/Km
Tênis: Asics Noosa FF

Colocação: 093 de 0544 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 753 de 4839 (masculino)
Colocação: 813 de 7227 (geral)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

27/08/2017 - Maratona Internacional de Floripa - FLN/SC

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical
Maratona Internacional de Floripa 2017

"Essa vai ser a minha última maratona". Esse foi o meu pensamento após passar pelo 33º Km na beira-mar norte, já minado pelo frio, pelas ações do vento no trecho de volta da via expressa sul, e pelas incontáveis passadas até então. Mas já passou !!! Quando é a próxima mesmo ?

Com menos de um mês depois de ter feito a São Paulo City Marathon e sofrido com as fortes cãibras, a Maratona Internacional de Floripa era a minha grande esperança esse ano de conseguir melhorar o meu tempo nos 42 Km (3h45min20s na Maratona de Porto Alegre de 2014). Fiz a inscrição ainda no final do ano passado pra garantir um bom valor da inscrição e já deixar programado.

A preparação não foi lá grande coisa, fazendo somente um treino longo de 30 Km e 21 Km nos últimos 15 dias. Mesmo assim estava bem animado, pois essa seria a maior maratona do estado de Santa Catarina, com a participação de quase 6 mil atletas, distribuídos nas distâncias de 5 Km, 10 Km e 42 Km individual ou em dupla, cuja a organização ficou por conta da AT Sports. Com toda essa quantidade de atletas, com certeza não seria aquela maratona solitária igual aos anos anteriores, principalmente no trecho da via expressa sul.

A entrega dos kits realizada na Loja Centauro do Beiramar Shopping, nos 3 dias que antecederam a prova. Garanti o meu e da Aninha logo no primeiro dia, pois a previsão era da chegada de muitos atletas de fora no último dia. No Brasil, só Tocantins não teve representante. O bom é que o horário foi bem extenso (horário da loja) o que facilitou bastante, principalmente para aqueles que foram retirar mais à noite. Quando eu fui, no período da tarde, estava bem tranquilo.

No dia da prova, como sabíamos que o movimento seria bastante intenso, saímos às 5 horas da manhã para conseguirmos um local próximo do Trapiche da beira-mar para estacionar. Chegamos tão cedo que ainda estavam montando parte das estruturas da arena. Mas foi melhor. O tempo passou rapidinho.

A largada da maratona estava prevista para às 6:45, e a da Aninha, que faria os 10 Km, para às 8 horas, junto com o pessoal dos 5 Km. Muitos desses atletas, prevendo a dificuldade para estacionar os veículos, chegaram cedo para acompanhar também a largada da maratona. Quem deixou pra chegar mais em cima teve dificuldades para encontrar um lugar e tiveram que deixar o carro longe.

Lembro que acordei até com calor e a ideia inicial de correr com camiseta de manga longa eu abortei e fui de manga curta mesmo. Depois até me arrependi por causa do frio que senti durante a prova.

A concentração dos atletas foi aumentando a medida que o horário da primeira largada avançava. As estruturas da arena, como banheiros químicos, área de massagens, área de dispersão, guarda-volumes, me pareceram um pouco limitados pela quantidade de atletas envolvidos no evento como um todo. Particularmente eu não tive nenhum problema.

Às 6:50, com um pequeno atraso, foi dada a largada da maratona, partindo do Trapiche e seguindo no sentido da UFSC. Trecho esse com cerca de 7 Km de extensão. Como era ida e volta passaríamos novamente pelo local da largada com 14 Km, para depois seguir para a via expressa sul. A temperatura estava em cerca de 19ºC e o tempo estava fechado. Perfeito para correr.

Nesse primeiro terço da maratona corri bem consciente e no ritmo programado. Estava até um pouco mais lento em relação a SP Marathon City (vide comparativo na tabela), pois temia pelas cãibras novamente. E já dava pra perceber que o vento não iria facilitar muito a nossa vida.

Pelo percurso fui encontrando muitos amigos participando da maratona individualmente ou em dupla. Corrida em casa fica bem familiar. Passou por mim o Dyckson, que fazia a sua maratona solo, comentando que seguia o meu blog Minha Vida de Corredor. Acho legal e gosto de conhecer os amigos que nos acompanham. Nessas provas longas frequentemente encontramos algum seguidor que nos dá um olá no meio da prova.

Os postos de hidratação estavam bem distribuídos e acredito que peguei água e isotônico em quase todos eles. Só me lembro de ter passado em branco em um ponto. Pelo porte da prova achei que cada posto de hidratação deveria ter mais mesas e staffs. Em algumas passagens ficou complicado o acesso pela quantidade de atletas. A disponibilização dos isotônicos em copos plásticos mole e abastecidos pelos staffs às vezes também era vencida. O melhor seria já estar disponível em saquinhos, onde já pegaríamos e continuaríamos correndo.

Pelos meus cálculos tinha imaginado passar pelo Trapiche novamente antes da largada dos 5 Km e 10 Km, às 8 horas. E deu certinho. Passei bem no horário exato da largada, podendo ver toda festa do lado contrário. A diferença é que eles seguiram no sentido oposto ao nosso. Fiquei feliz em ver a Aninha, Nilton, Juciana e o Enio, que saíram lá atrás só para dar tempo de ver a minha passagem. Muito show e mais uma injeção de ânimo. A Aninha iria fazer 10 Km e tentar bater o RP dela na distância.

Com 15 Km de prova, passamos ao lado da Ponte Hercílio Luz. Tomei a minha primeira cápsula de sal. Em seguida peguei a primeira subidinha do viaduto, tomei o meu primeiro e único gel de carboidrato, e fomos no sentido dos túneis. Dessa vez corremos pelo túnel da esquerda. A essa altura estávamos com 18 Km percorridos.

Até então, eu me sentia bem e correndo dentro do planejado, já fazendo os cálculos para a passagem dos 21 Km. Consegui fazer essa primeira metade da maratona com o tempo de 1h52min. Nesse ponto haveria a troca das duplas do revezamento com uma estrutura montada para os atletas que aguardavam os seu parceiros chegarem. Foi legal que a organização disponibilizou o transporte do local da largada até esse ponto de troca. Recebi mais palavras de incentivo nessa passagem. Muito legal.


Dois quilômetros à frente, na altura do 23º Km eu estava no Trevo da Seta e fiz o retorno observando o devido controle de chip. Era o ponto mais extremo da prova. A partir daí a parte fácil tinha terminado. E nessa volta, foram 4 Km pela via expressa sul, com vento contra e frio. Sim, senti muito frio. O esforço aumentou e o pace também. Não conseguia mais mantê-lo na casa dos 5:20 min/Km. Aproveitei pra tomar um Advil pra evitar as dores que estavam começando a incomodar.

Engraçado que notava a passagem de atletas voando e disparando na minha frente. Pensei comigo, como é que tem esse gás todo a essa altura da prova. Depois lembrei que tinham acabado de fazer a troca do revezamento e estavam iniciando os seus 21 Km.

Chegamos perto do túnel com uma leve subidinha, mas contínua. Não via a hora de correr dentro do túnel pra ver se o vento e o frio davam uma aliviada. Os registros no Garmin nesses pontos ficaram prejudicados, pois o GPS acaba perdendo o sinal.

No 29º Km passei em frente ao Centro Sul, já acessando mais uma vez a subidinha do viaduto para entrar na Av. Beira-mar Norte. Os paces já estavam começando a subir e já eram mais sensíveis às subidas. Tomei mais uma cápsula de sal. O estômago me deu um certo desconforto e ficou complicado para correr, com começo de enjoo. Fui me contendo.

Logo estava passando pelo local da largada novamente, completando os 32 Km. Fiz até um esforço extra na passagem que já estava bem movimentada com a chegada dos atletas dos 5Km e 10 Km e a presença do público. Que vontade de ficar por ali mesmo. Por outro lado só restavam eternos 10 Km para completar mais essa maratona, e fazer isso em menos de 1 hora não parecia tão difícil. Não parecia !!!

Aos poucos aquela sensação ruim de enjôo foi passando, com um ritmo mais lento. Essa é a hora que acredito começar realmente a maratona. Na minha cabeça pairava a dúvida, se brigava por um tempo melhor ou me controlava para não dar cãibra. Até onde minhas pernas iriam aguentar ?! Optei por não arriscar e correr sem dar passadas mais bruscas. Com isso o ritmo caiu mais ainda. Os paces estavam acima dos 6 min/Km, mesmo tendo a sensação de estar em um esforço limite. Esse foi o exato momento que pensei em nunca mais fazer uma maratona. A mente e o corpo entram em uma batalha tremenda.

O último retorno, que nessa 2ª volta, foi em frente ao TITRI da Trindade, parecia não chegar nunca. Foi o trecho mais complicado pra mim, onde tive que alternar breves caminhadas, principalmente nos postos de hidratação para beber muito líquido, entre água e isotônico. O vai e vêm nesse trecho ficou meio confuso, pois as pistas para correr se estreitaram e os atletas que iam muitas vezes dividiam espaço com os que voltavam.

Ainda tinha em mente o tempo que precisava para poder entrar no ranking de Maratonistas da Revista Contra-Relógio, que na minha faixa etária teria que ser abaixo de 3h55min. Faltando 5 Km era necessário repetir os paces do início da prova, mas de onde tirar forças ?!!!

A preocupação começou a ser outra. No estado em que estava, será que conseguiria terminar ? Na verdade, eu nem conseguia mais pensar direito. Fui indo do jeito que deu, parecendo um zumbi e não vendo a hora de avistar o portal de chegada. Os cálculos tiveram que ser realinhados para um sub-4hs, e para isso eu não poderia deixar escapar nenhum pace acima de 6:30 min/Km. E foi assim que fui me arrastando. 

Faltando menos de 300 metros, com a vista do portal de chegada, dei uma conferida no Garmin, que registrava 3h58min. Pensei: vai ser com emoção !!! Entrando pelo funil, formado pelo público presente recebemos aquela boa vibração e incentivo final para podermos concluir a prova. Acelerei um pouco mais pra não deixar escapar o sub-4h. São aqueles 195 metros no coração !!! Esse é o momento mágico que esquecemos de todas as dificuldades anteriores. Chegada de maratona é sempre muito emocionante. São muitas as histórias e sonhos individuais cruzando a linha de chegada.

Consegui concluir a minha 13ª maratona e a 4ª em Florianópolis. Meu tempo líquido ficou em 3h59min20s, sub-4h. Foi extremamente exaustivo e por pouco não apaguei na chegada, mal me aguentando em pé. Fiquei feliz em avistar a Aninha, que estava me esperando e conseguiu fazer um belo registro no exato momento que passei pelo portal. 

Minutos depois peguei a linda medalha, que estampava o tamanho do desafio de cada distância (5 Km, 10 Km, 42 Km, 42 Km dupla). Excelente a organização diferenciar cada uma delas, inclusive para as duplas. Na retirada do kit de hidratação a história do copinho com isotônico se repetiu. Um copinho plástico pra quem chega de uma maratona não dá nem pra molhar a boca. Uma garrafinha pelo menos acho que merecemos.

Depois fui encontrar a Aninha que estava contente com o seu novo RP nos 10 Km, abaixando seu tempo em mais de 2 minutos, com a estreia do seu tênis novo, Newton. Excelente. Parabéns, linda !!! Aos poucos fomos encontrando os amigos e amigas maratonistas. Apesar de cansados todos muito felizes por vencerem esse grande desafio. Muitos novos maratonistas !!!

Infelizmente não consegui o índice para entrar no ranking de maratonistas. E agora, tento em Curitiba? A mais difícil de todas !!!

Percurso 2017 (42,48 Km)

 Kit da Maratona de Floripa
Eu e a Aninha chegamos cedo. Ainda tranquilo deu até pra tirar foto.
Passando pelo Km 15, junto a Ponte Hercílio Luz
(Foto: Emanuel Galafassi - Foco Radical)
Subidinha do viaduto
(Foto: Foco Radical)
Rumo a via expressa sul
(Foto: Mark - Focoradical)
Sprint Final com o apoio do público
(Foto: @madabernal)

É assim que a gente chega de uma maratona
(Foto: Christian Mendes - Foco Radical)
Momento mágico da chegada
(Foto: Ana Paula Marcon)
Eu e a Aninha no painel com todos os estados presentes
Maratonistas

(Foto: Confraria das Corridas)
Medalha bonita com destaque para a distância

Local da largada: Trapiche da Beira-mar norte - FLN/SC

Data: 27/08/2017
Horário: 6:45 Hs (6:50 Hs)
Distância: 42,195 Km (42,480 Km)

Inscrição: R$ 79,50 primeiro lote (em Dez/2016)
Kit: Sacola ecológica, camiseta, squeeze, gel de carboidrato, barrinha de Supino, 2 sachês de capuccino, 4 saquinhos de suco em pó, 10 sachês de vinagre, número de peito e chip descartável.

Tempo: 3h59min20s
Pace: 5:38 min/Km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite (azul)

Colocação: 0068 de 0144 (categoria 40-49 anos)
Colocação: 0522 de 1214 (masculino)
Colocação: 0590 de 1539 (geral)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

05/08/2017 - Maratona de Revezamento Beto Carrero 2017 - Penha / SC

Foto: Christian Mendes - Foco Radical
Maratona de Revezamento Beto Carrero 2017
Depois de participar em 2013 e 2014 em dupla masculina com o Enio do Podcast Por Falar em Corrida, e em dupla mista ano passado com a Aninha, resolvemos montar um quarteto misto para participar esse ano com o casal de amigos Loucos por Corridas, Jabson e Juciana. Divindo a distância em quatro fica bem menos desgastante que alternar os 42 Km em dupla, onde corremos praticamente os 21Km em ritmo acelerado.


A Maratona de Revezamento Beto Carrero é uma prova voltada para quem gosta de diversão. Mesmo assim conta com a presença dos principais atletas da elite de Santa Catarina, puxando suas equipes no revezamento. Há opções de participar em duplas, quartetos e octetos, masculino, feminino ou misto. A premiação com troféus é até a 3ª colocação de cada modalidade.

O percurso da prova, como nos últimos anos, é por todo o kartódromo (um pouco menos de 1 Km) e mais uns 4 Km dentro do parque efetivamente. Ao todo são 8 voltas nesse circuito, sendo que a 1ª delas inclui uma volta de apresentação a mais pelo kartódromo antes de seguir para o parque. O horário da largada é às 18h45min para dar tempo de tudo estar liberado, após o encerramento das atividades para o público geral no parque. Já estava escuro.

Como a prova termina tarde (depois das 23:00) e no kit inclui um ingresso para acesso ao parque, com validade durante o mês de agosto, optamos por ficar por lá e aproveitar o final de semana. Reservamos o Hotel Natal, localizado ao lado do Parque (R$ 125). O hotel é simples, mas bem funcional, com ótimo café da manhã, excelente localização e estacionamento. Valeu muito a pena, pois no domingo, quando fomos aproveitar o parque, pudemos deixar o carro lá e ir a pé. Nem precisamos desembolsar os R$ 55 do estacionamento.  

Chegamos no kartódromo por volta das 14:30 para a retirada do kit da equipe. A retirada iniciou-se de manhã e seguiu até às 15 horas. Foi entregue um kit individual para cada atleta com mochilinha, camiseta manga longa, boné, toalhinha e alguns outros brindes, e um kit para a equipe com um head lamp, bastão de revezamento com chip, os números de peito e os ingressos para o parque. Para o evento foi disponibilizado o estacionamento por R$20. Preço razoável e ficou bom para deixar o carro lá por perto, principalmente para guardar todo o material e para a volta no fina do evento. Com o adesivo do estacionamento era possível entrar e sair quantas vezes quisesse.

Por lá encontramos uma galera do IFSC, Fabiana, Simone e o Márcio de Gaspar com a equipe. Encontramos também a Ju e Jabson completando o quarteto, o Enio e o Guilherme do Podcast Por Falar em Corrida, o pessoal do Mania de Corrida (Marcel, Marcão e Boby), a Jany e a Letícia (que formaram uma dupla feminina de Loucos por Corridas), Jairo, Paraíba, Fran, e não parava de chegar os conhecidos.

Logo após o encerramento da entrega dos kits, às 15 horas foi possível entrar no parque para aproveitarmos um pouco até o horário da prova. Bom que o tempo passa rapidinho. E tinha mais amigos por lá, Marcos Vinícius, Fausto da Confraria das Corridas e a família Nesse período só demos uma voltinha e tiramos algumas fotos para não cansar muito. Próximo das 17:30 saímos do parque e já nos encaminhamos para o local da largada, no kartódromo. Já estava começando a movimentação.

Por ser o primeiro ano em quarteto não tínhamos muita referência de tempo que poderíamos fazer, mas pela minha cabeça teria que ser menor do que quando feito em dupla, pois todos correm menos quilômetros e consequentemente mais forte. Então imaginei como objetivo fecharmos em menos de 3h20min, que seria muito bom. 

O acesso ao kartódromo foi limitado somente para os atletas do revezamento, mas o público podia ficar logo ao lado, junto com as tendas de assessorias para assistir e dar suporte aos participantes. Legal que teve até banheiros químicos de fácil acesso dentro do kartódromo. Só acho que poderia ter um posto de hidratação próximo da troca do revezamento, que é quando terminamos a volta.

A nossa estratégia foi largar com o Jabson, pois a primeira volta é mais longa (com cerca de 6 Km), e ele consegue ganhar um tempinho a mais pra gente. Chegou voando, fechando a 1ª volta em 22min15s. Em seguida passou o bastão para a Aninha, que saiu acelerando. Do lado de fora ficamos só na expectativa.


Depois de 25min15s a Aninha fechou a sua volta passou o bastão para a Juciana, que abriu a 3ª volta. Todos correndo no seu limite e dando o máximo de si. Logo seria a minha vez e já estava com aquele friozinho na barriga enquanto aguardava. Bom que deu tempo para aquecer um pouco antes. 
A Juciana mandou ver e logo chegou. No posto de troca recebi o bastão e fui. Agora seria a minha vez e saí muito empolgado. Acredito que a grande maioria deve fazer isso na sua volta. Meu 1º Km acabou saindo em ritmo dos melhores tiros (3min57s). Não tem jeito. Aquela adrenalina toda faz isso. O duro é o restante da prova fica bem mais sofrido.

2017

Essas voltas iniciais são legais, pois durante o percurso dentro do parque aparecem vários personagens espalhados em diversos pontos, animando e até assustando os atletas. Por isso, para quem curte aconselho a fazer o seu trecho até a 4ª volta mais ou menos, pois a medida que o horário avança os personagens vão sumindo.

Todo o percurso estava sinalizado e com os staffs orientando os atletas dentro do parque. Vi dois postos de hidratação, sendo que um deles estava na saída de acesso ao kartódromo. Com as voltas curtas e o tempo bem agradável não peguei água em nenhum deles, somente depois de terminar a minha volta eu fazia a minha hidratação.

Dentro do parque é aquele zigue-e-zague. Eu via rapidamente os personagens, mas não dava pra prestar muito a atenção para não perder tempo nem a concentração. E foi numa dessas que passando por um trecho escuro, levei um baita susto com a aparição repentina de um dos personagens. Dei até trupicada e quase fui ao chão. Isso porque eu já sabia o que poderia aparecer. Menos mal que consegui me equilibrar e continuar. 

Por conta de ter saído em ritmo acelerado, após o meu 3º Km sofri para não perder o ritmo. Fiquei com aquela vontade enorme de dar uma caminhadinha pra aliviar, mas aí a gente lembra que está correndo em equipe e não dá pra afrouxarFechei a minha volta com 22min29s e passei o bastão ao Jabson, que abriu então a 2ª parte do revezamento.

Fechando a volta temos um pouco mais de 1 hora para a próxima. É legal, pois dá tempo pra descansar, hidratar, ir ao banheiro, ficar conversando com os membros do quarteto e das outras equipes, tirar fotos, comer... O incrível é que tem equipes em que o atleta até esquece da sua vez e perdem tempo na troca do bastão. Ninguém merece chegar depois de ter dado o seu máximo correndo e não encontrar o companheiro da equipe para entregar o bastão. Ouvi alguns sendo anunciados pelo amigo locutor Marcello Goma para ver se apareciam.


Novamente o Jabson fechou a sua volta passando o bastão para a Aninha, que passou para a Ju, que partiu para completar a sua volta. E já comecei a me aquecer novamente, pois estava friozinho. Nesse meio tempo, algumas equipes da elite já tinham chegado. Correm muito. Com chegada da Ju, recebi o bastão e fui para a nossa última volta. 

Dessa vez não saí como um desesperado e tentei fazer a volta em um ritmo mais contido inicialmente. Os personagens do parque já quase não estavam mais no percurso e agora só restava o pessoal do staff. Eu quase morrendo de tanto esforço e no meio do percurso alguém grita: pula, pula !!! Era um dos bandidos do bando do Maldock (personagem das histórias do Beto Carrero) que estava deitado no meio do caminho. E lá fui eu... Pelo menos rendeu uma bela foto !!!

Enquanto corria essa última volta, mesmo não sendo das minhas melhores, contei cerca de 21 ultrapassagens e uma que fui alcançado. Que bom. Pelo menos não ficaríamos tão no final da classificação. Apontei na entrada do kartódromo e aos pouco fui aumentando o ritmo, pois na pista fica mais fácil correr. Lá no final, faltando uns 200 metros para a chegada a Aninha, a Ju e o Jabson já me aguardavam para cruzarmos a linha de chegada juntos. Que sensação maravilhosa de passar pelo portal os quatro pulando e com o tempo de 3h17min39s. A missão estava cumprida, e todos brigaram por essa conquista. 

Chegamos, comemoramos, e fomos para a área de hidratação, com frutas, água, barras de cereais, bananas secas. Em seguida fomos retirar as medalhas. Sempre bonitas, grandes e temáticas. Mais alguns registros e partimos para uma boa pizzaria a poucos metros do hotel para repor as energias.

No dia seguinte, cansados, mas bem mais inteiros em relação aos que fizeram revezamento em dupla, fomos aproveitar com mais calma as atrações do parque. Não gosto das atrações mais radicais, mas deu para curtir os shows dos Velozes e Furiosos, Madagascar e o O sonho de cawboy, que ainda nunca tinha assistido. Valeu muito a pena.

Quarteto misto pronto para a maratona
Kit da Equipe e Mochilinha com o kit de cada atleta
Loucos por Corridas passeando pelo parque antes da prova

 Passeio pelo Carrosel
Foto: Foco Radical
A Aninha passeando pela área do Madagascar, no parque
Foto: Foco Radical 

 Encontro com a Fiona
Foto: Fabricio Jachowicz - Foco Radical
 Saindo da montanha-russa, já no kartódromo.
Foto: Christian Mendes - Foco Radical

Saltando por um dos bandidos do bando do Maldock
Foto: Foco Radical 

Missão cumprida e com as respectivas medalhas
 Linda medalha
Vamos ao parque. Agora para brincar.
Curtindo os personagens.

Local: Kartódromo do Parque Beto Carrero
Data: 05/08/2017
Horário: 18:45 Hs 
Distância: 42,195 Km (41,09 Km) 

Inscrição: R$ 230,00 por pessoa (primeiro lote)
Kit Individual: Sacola, camiseta manga longa, boné, toalha, squeeze, caixa de barra de fruta com chocolate,


Kit Equipe: Ingresso do parque, pulseira de acesso a prova, head lamp, número de peito, e bastão com chip.

Tempo: 3h17min39s
Pace: 4:49 min/Km

Tênis: Nike Zoom Fly (amarelo)

Colocação: 012 de 036 (quarteto misto)
Colocação: 049 de 141 (geral)