sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

27/01/2018 - Night Run Costão do Santinho

Foto: Mário Sérgio Jesus - Foco Radical
Night Run Costão do Santinho - FLN/SC 
Esse ano a Night Run Costão do Santinho não foi a minha primeira corrida, mas foi a minha primeira prova nas areias da praia. Escolhi participar na distância de 5 Km, como tenho feito nos últimos anos. Também tinha a distância de 10 Km. Eu sofro menos nas trilhas e areias fofas do percurso, e chego mais rápido para aproveitar as guloseimas pós-prova.

Como participante das outras edições fiz a minha inscrição no lote promocional antecipado ainda em 2017. Posso dizer que os R$ 76,90 pagos valeram muito a pena, com o belo kit de participação para os atletas e por toda a estrutura que envolveu o evento. 

A entrega do kit, como no ano passado, foi feita na DVA Jeep, no bairro Agronômica. Apanhei um pouco pra chegar e acabei conseguindo estacionar somente no Angeloni, que fica ao lado. Fui logo nas primeiras horas da entrega, no primeiro dia ainda. Também teve entrega no sábado, dia da prova. Retirei o meu kit e o da Aninha. O movimento estava bem tranquilo. Destaque para a camiseta que acompanhava o kit. Muito bonita.

A largada estava prevista para as 21 horas. No dia da prova saímos bem cedo de São José (17:45) rumo ao Costão do Santinho, uma vez que essa época de alta temporada tem muitos turistas na região e o trânsito pode ficar complicado. Levamos cerca de 1 hora para chegar e demos sorte de estar no horário que os turistas estavam deixando a praia. Conseguimos estacionar próximo, na rua principal de acesso a praia. Não vi o preço do estacionamento, mas ouvi dizer que estava uns R$ 20.
Boa parte dos amigos corredores e precavidos já estavam por lá também. Uma belíssima estrutura nos aguardava na arena, com área de massagem, guarda-volumes, palco, painéis para fotos e para pinturas em guâche, totem para fotos ".GIF", banheiros químicos, e até food trucks por perto.

Eu e a Aninha aproveitamos para tirar a sequência de fotos, que eram impressas na hora, usando a hashtag @cittanightrun, e o arquivo .GIF era enviado por email. Também deixamos nossos registros no painel, enquanto aguardávamos o momento da largada. A Aninha aproveitou até o guâche pra se pintar também.

Pensei que esse ano não fosse chover mas um pouco antes da largada ela marcou presença novamente, mas bem fraquinha. Nada comparável com as tempestades de anos anteriores. Tudo tranquilo para se fazer uma boa prova. Alguns minutos antes da largada o amigo Lucas Farias foi me dar um alô e já nos posicionamos. A chuva parou.

Ás 21 horas foi dada a largada para os atletas PNE, com seus respectivos guias. Alguns minutos depois todos os demais atletas partiram, tanto os da distância dos 5 Km como dos 10 Km. Uma linda queima de fogos marcou o o início da prova. Eu até saí meio devagar pra ficar admirando o lindo espetáculo com a Aninha e a Elenir, que largaram juntas.

O meu objetivo "gostaria muito" era melhorar o meu tempo desse percurso de 5 Km que tinha feito em 2016 (ano do temporal que não teve cronometragem). Meu tempo na ocasião foi de 25min30s, pelo registro do Garmin.

Após os primeiros metros em areia fofa já fui para bem próximo da água onde a areia é mais dura e é  mais fácil para correr. Em areia fofa não rende e cansa muito mais. Não saí me matando como nos outros anos, pois sabia que o pior ainda estava por vir. O tempo do meu 1º Km ficou acima em relação ao do ano passado, com pace de 4:45 min/Km. Mas tudo bem, a ideia não era ir no esforço máximo nesse início.

Após corrermos cerca de 1,7 Km pela praia, entramos por trechos de areia fofa pelas trilhas e logo o ritmo caiu. Meu pace no 2º Km subiu para 5:24 min/Km. Menos mal que não peguei muito congestionamento nessas passagens. Também me poupei um pouco, sem ir ao limite do esforço.


Entre o 2º Km e o 3º Km, os trechos eram todos de areia com tufos de vegetação e muitas poças de água. Ás vezes podia encontrar uma pedra no caminho. A utilização da lanterninha foi essencial para ver por onde pisávamos. Nessa hora era até bom ter atletas correndo à frente para poder seguir no melhor caminho. Pelas condições até que gostei do pace de 5:11 min/Km que deu pra desenvolver. Pouco antes de completarmos 3 Km teve a bifurcação que dividiu os atletas de 5 Km e 10 Km. Os atletas dos 10 Km seguiram reto no sentido da praia dos Ingleses e fizeram o retorno lá no meio da praia.

Nós, da distância de 5 Km, pegamos o caminho de acesso à praia novamente, que atingimos após percorrermos 3,3 Km. Ainda dava pra ver o pessoal vindo no sentido contrário com as lanterninhas acesas. Ficou uma bonita vista. Diante da areia mais dura da praia ficou mais favorável para correr e, apesar de um pouco cansado, consegui meu melhor rendimento nesses metros finais. Já corria meio livre, mas era necessário cuidado pra não pisar em algum buraco na areia.

Sentia que estava bem em relação ao meu objetivo, mas não podia dar moleza nessa reta final e fui tentando aumentar o ritmo, até que, chegamos aos metros finais nas areias fofas. Tive que fazer muita força para poder fechar a prova com 25min11s, e com o privilégio da locução do amigo Marcello Goma. Ao cruzar o portal de chegada já sabia que tinha conseguido o meu objetivo. Uma grande satisfação, pois há tempos eu não conseguia nem igualar aos meus resultados anteriores.

Ao terminar a prova tínhamos acesso fechado a toda a estrutura da arena de chegada, que é a melhor parte do evento. Mas antes de seguir pra lá, aguardei a chegada da Aninha. Enquanto isso pude assistir a chegada da amiga Liz e da sua filha Lislin, que chegaram juntinhas. Muito emocionante ver mãe e filha completarem a prova e comemorarem com um gostoso abraço. Meus parabéns as duas !!!

Logo em seguida a Aninha chegou, e fomos então a parte boa da festa. Retiramos a medalha, recebemos os tickets que davam direito a várias guloseimas: queijo polenguinho, saquinho de pão de queijo, barra de cereal, snakes de granola, garrafinha de cerveja, garrafinha de suco, caixinha de capuccino, água de côco direto da fruta, além de frutas e água a vontade, e um bom cafezinho quentinho Três Corações. Esse ano a distribuição dessas guloseimas foi mais organizada e fluiu bem.

A chuva resolveu dar o ar da graça novamente e veio com mais força, mas também não durou muito. Isso foi bem na hora da premiação, que foi somente para as categorias gerais dos 5 Km e 10 Km e foram bem rápidas. 

Antes de irmos embora ainda tivemos uma festinha com direito a bolo e salgadinhos da aniversariante Silvana Ayroso e da comemoração dos 5 anos de corridas da amiga Iara Paiva. Estão de parabéns !!! Como caiu bem. Não poderia ter terminado melhor a noite, e estava tudo uma delícia e com a presença de vários amigos.

Ah, só para registrar, o retorno para casa demorou quase 2 horas, provavelmente pelo congestionamento no centrinho dos Ingleses. Só chegamos no outro dia !!!

No meu ponto de vista, tivemos a melhor das edições do Night Run Costão do Santinho. Para mim foi perfeita em todos os aspectos, com destaque para a linda camiseta do kit, fogos da largada, toda estrutura para os atletas na arena, e até o preço foi bem justo. Ano que vem estaremos lá de novo e espero que continue mantendo esse padrão.


Percurso da prova (5,06 Km)

Retirada do kit na DVA Jeep
  Kit com uma linda camiseta e o headlamp para a iluminação noturna
Com o Marcos Vinícius e o Fausto da Confraria das Corridas
Eu e a Aninha (já pintada) com a Fran da Elementos Assessoria
Com os amigos Jairo e Fátima, na concentração pré-prova
 E vamos com tudo !!!
Com o locutor do evento: Marcello Goma
Começando a escurecer. Vai ficar bonito o show de luzes.
Correndo junto a água onde a areia é mais dura
(Foto: Emanuel K. Galafassi - Foco Radical)
Chegada. Tempo líquido: 25min11s
(Foto: Foco Radical)
Faltou mão pra tanta guloseima
Com o casal Danilo e Aline de Criciúma, após a chegada.
 Comemorando o aniversário da Silvana e 5 anos de corrida da Iara.
Medalha Night Run Costão do Santinho 2018

Local: Praia Costão do Santinho - FLN//SC
Data: 27/01/2018
Horário: 21:00 Hs (21:03 Hs)
Distância: 5 Km (5,06 Km) 

Inscrição: R$ 76,90 (Preço especial antecipado para ex-participantes)
Kit: Sacolinha, camiseta regata, headlamp, snake de granola, barra de proteína, sachê de café, chip descartável e número de peito.


Tempo: 25min11s
Pace: 4:59 min/Km
Tênis: Skechers Go Meb Speed 3

Colocação: 05 de não teve (45-49 anos)
Colocação: 58 de 434 (masculino)
Colocação: 78 de 972 (geral)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

07/01/2018 - Corrida 75 Anos do Hospital Nereu Ramos

Foto: Foco Radical
Corrida 75 Anos do Hospital Nereu Ramos

A abertura da temporada de corridas de 2018 aconteceu de forma não planejada. Estava tranquilo no meu final de semana descansando, quando recebo o convite para participar da Corrida em comemoração aos 75 Anos do Hospital Nereu Ramos. Como essa seria a última corrida da D. Eni antes de um tratamento fomos lá para revê-la e nos juntar a corrente de pensamentos positivos de todos os amigos para um pronto restabelecimento.

A minha ideia inicial era ir só para assistir, mas como teve inscrições na hora e com preço bem convidativo (R$ 20,00) não pensei duas vezes. Eu e a Aninha nos inscrevemos e resolvemos participar. Não havia kit. Era somente o número do peito e o chip retornável, que deveriam ser entregues no final da prova para a retirada da medalha de participação.

Outro motivo que me animou a participar foi o percurso diferente, por ruas que nunca tinha corrido antes em Florianópolis. Isso foi legal, passando inclusive por passarelas. Só não imaginava que tinha tantas subidas, principalmente no final.

A concentração foi toda em frente ao Hospital Nereu Ramos. Pudemos utilizar o estacionamento, o que facilitou bastante, pois o acesso é por uma rua com subida bem íngreme. A distância da prova foi única de 5 Km para todos os participantes e como a corrida era em comemoração aos 75 anos do hospital, havia vários atletas da equipe HNR e muitos fazendo a sua primeira corrida.

A largada porém, foi feita no bolsão do Koxixo´s. Para isso, todos os atletas tiveram que já fazer um aquecimento de aproximadamente 1 Km até o local da largada. Sorte que essa parte era em descida.

Às 8:10 foi dada a largada pela ciclovia no sentido da SC-401. Eram cerca de 170 atletas no total. Confesso que não estava tão empolgado para correr forte nesse início de ano ainda, mas a hora que a buzina soou a adrenalina voltou a subir e tive até que me segurar, pois sabia que a parte final da prova seria mais difícil com os morros.

O meu 1º Km no percurso, ainda plano, foi dentro das expectativas com pace de 4:21 min/Km. Porém, observava os meus amigos referenciais dispararem mais a frente. Mesmo assim mantive no meu ritmo suportável, e o 2º Km até aumentou um pouco para 4:36 min/Km. Nesse ponto subimos pela 1ª passarela de pedestres para atravessarmos a SC-401.

Descemos do outro lado da SC-401, percorremos mais uns 200 metros e acessamos a 2ª passarela, para cruzar a Av. Prof. Henrique da Silva Pontes. Essas duas passarelas já deram mais uma quebrada no ritmo pelo esforço nas subidas.

Seguimos pela Rua Itajano Margarida, até chegarmos à Rua Lauro Linhas onde viramos à direita. Um pouco mais à frente passamos pela Penitenciária de Florianópolis, completando o 3º Km. Foi o meu pior pace, mas compreensível pelas irregularidades desse trecho, 4:57 min/Km. 


Seguindo reto pela Rua Lauro Linhares, logo após a rotatória, passamos para a Rua Delminda Silveira. Essas ruas não eram nada planas, mas também não tinham subidas e descidas tão acentuadas. Ainda assim o 4º Km melhorou um pouquinho, 4:42 min/Km.

Com 4,3 Km percorridos, viramos à esquerda e chegamos na rua que dá acesso ao Hospital Nereu Ramos. Como tinha visto no caminho para a largada, essa subida não seria nada fácil. Não cheguei morrendo, mas já estava bem cansado. Na minha cabeça só passava a ideia de não caminhar, e fui.

Mais ou menos no meio do morro emparelhei com o amigo Anselmo, Seguimos juntos por alguns metros, mas ele acabou ficando um pouco pra trás. Eu segui concentrado e sofrendo, e não caminhei. À menos de 100 metros da chegada ainda fiz um esforço final para passar um outro atleta. Nossa, até me admirei na subida. Acho que o treino na Av. Brigadeiro na São Silvestre fez bem.

Cruzei a linha de chegada com as pernas toda dura pelo esforço final e o coração saindo pela boca, mas valeu a pena. Bebi uns dois copos de água (não tomei nada no percurso) e comi um pedaço de melancia. Troquei o chip e o número de peito pela medalha, e fiz o caminho de volta para ir ao encontro da Aninha e do grupo Somos Loucas por Corridas, que acompanhavam a D. Eni.

Logo elas vieram na maior energia para completar a prova Só faltava vencer o "morrinho" final que todas elas tiraram de letra e fizeram uma linda chegada, todas juntas.

Depois daquela confraternização pós-prova, assistimos a premiação e para a minha surpresa fiquei em 3º lugar na minha categoria 45-49 anos. Não esperava porque sabia que tinha muitos atletas bons na minha faixa etária. Aquele sprint na subida final foi determinante para essa colocação. Comecei o ano com o pé direito e bem feliz pelo resultado.


Percurso 5 Km (4,68 Km)

Eu e a Aninha dando um abraço na D. Eni, na largada.

Grupo "Somos Loucos por Corridas" acompanhando a D. Eni.
 Na largada com amigas e atletas do grupo "Somos Loucos por Corridas"
Eu e a Aninha flagrados chegando na largada
Foto Foco Radical
Todos juntos subindo a ladeira
D. Eni liderando o pelotão morro acima
 
Surpresa boa. 3º colocado na categoria 45-49 anos
Hoje deu !!! Provas de 5 Km me dá sorte.
Medalha e troféu da Corrida 75 Anos Hospital Nereu Ramos

Local: Em frente a entrada do Hospital Nereu Ramos
Data: 07/01/2018
Horário: 8:00 Hs (8:10 Hs)
Distância: 5 Km (4,68 Km) 

Inscrição: R$ 20,00 
Kit: Número de peito e chip retornável.

Tempo: 22min09s (tempo líquido)
Pace: 4:44 min/Km
Tênis: Nike Zoom Fly (amarelo)

Colocação: 003 de 009 (45-49 anos)
Colocação: 037 de 091 (masculino)
Colocação: 040 de 168 (geral)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

09/01/2018 - Comparativos e Retrospectiva 2017

Comparativos e Retrospectiva 2017


Em 2017 completei meu 9º ano de corridas ininterruptos. Somente em 2013 tive que ficar cerca de um mês sem correr por causa de uma lesão. Mas não fiquei parado, continuei caminhando e andando de bike nesse meio tempo para não perder o condicionamento e nem ganhar muito peso.

No início (em 2009), foi bem difícil de conseguir manter a regularidade de correr, mas venci essa inércia e aos poucos fui me acostumando e pegando gosto pelo esporte. Colocava metas e ia conseguindo progresso nos tempos. Essas pequenas conquistas iam me mantendo motivado e não me deixou parar mais.

Esse ano que passou não consegui melhorar meus tempos (RP´s) em nenhuma distância. A esperança maior que eu tinha era na maratona (fiz duas nesse ano), mas com cãibra e falta de preparação adequada não foi possível, nem o índice para entrar no ranking brasileiro de maratonistas da Revista Contra-Relógio.

Acho que já estou chegando nos meus limites. O enorme sacrifício para melhorar alguns segundos  não vale mais a pena para mim, fora o risco de ter alguma lesão. Continuo fazendo musculação, mas terminei o ano mais pesado em relação a todos os outros anos de corrida, com 74 Kg. Exagerei um pouquinho na comida. Não consegui resistir, principalmente no final do ano. Em 2018 preciso mudar isso.

Por outro lado tive algumas experiências diferentes proporcionadas pela corrida:
- 1ª vez que corri no estado do Rio de Janeiro - Rio City Half Marathon.
- 1ª vez que corri no estado do Espírito Santo - Corrida Garoto.
- 1ª vez que recebi um tênis para avaliar para o Guia do Tênis da Revista Contra-Relógio
- 1ª vez que participei (como figurante de corredor) em um comercial nacional, passando em horário nobre.

Fiquei feliz também por atingir algumas marcas na mídias digitais, ultrapassando 160.000 visualizações do meu blog Minha Vida de Corredor, com destaques para as postagens abaixo que atingiram mais de 1.000 visualizações cada uma:
29/10/2017 - 10ª Meia maratona de Pomerode - 21Km(21,18Km) - 1h42min57s

No Facebook também atingimos o número de mais de 1.100 seguidores na página da Minha vida de Corredor - Eduardo Hanada: https://www.facebook.com/eduhanada/, e no Instagram criei o perfil @minhavidadecorredor para as minhas postagens relacionadas a corridas.

Concluindo, terminei o ano com saúde e sem lesão alguma. Isso que eu julgo o mais importante. Em alguns momentos tive que aliviar nos treinos para não forçar demais o organismo, principalmente os treinos de tiros e os treinos mais fortes, que foram ficando cada vez mais raros.

Vamos ver o que nos aguarda em 2018 !!!  

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

31/12/2017 - 93ª Corrida Internacional de São Silvestre 2017

Foto: Foco Radical
93ª Corrida Internacional de São Silvestre 2017

Mais um ano se passou e terminei contente por me manter na prática desse esporte que só tem me feito bem. E para comemorar esse 9º ano consecutivo da minha vida de corredor, nada melhor que fechar com a minha 8ª participação na Corrida Internacional de São Silvestre. 

A minha programação começou cedo. Comprei a minha passagem antecipadamente no mês de Junho/2017, por um preço bem em conta, R$ 280 ida e volta (FLN-GRU). Essa opção para mim é melhor pois a minha família é de lá, mas para quem vai de fora é melhor descer no aeroporto de Congonhas, bem mais perto da prova e do local da retirada do kit. Uma novidade não muito agradável desse ano é que as bagagens despachadas estão sendo cobradas à parte. Antecipado, eu paguei R$ 30 por bagagem por trecho, mas para quem vai contratar na hora o valor chega à R$ 80 por bagagem. Esse ano também não notei aquele super desconto nas passagens às vésperas do evento, como nos anos anteriores.

A entrega do kit iniciou-se no dia 27/12 e foi até o dia 30/12, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, local já tradicional. Atendendo aos comunicados da organização a grande maioria dos atletas de São Paulo e região retiraram os kits nos primeiros dias e isso ajudou muito no último dia, minimizando a fila, que no ano passado tinha sido gigantesca, dando a volta no quarteirão.

Cheguei cedo na manhã do sábado em São Paulo, e em seguida fui retirar o kit com os meus pais. A Aninha chegou um pouco depois e foi direto do aeroporto de Congonhas. Havia uma pequena fila para entrar, mas estava fluindo rápido e acho que não levaram nem 20 minutos para conseguirmos acessar o ginásio. Retirei o kit do amigo Lucena também, e como sempre foram bem rigorosos quanto a documentação de retirada por terceiros, mas deu tudo certo. 

Havia a tradicional Expo com vários produtos voltados aos corredores, mas o local é apertado e fica bem complicado para conseguir olhar tudo com calma. Encontrei alguns amigos: Eduardo Volpe, Jacks, Sabine, Fabíola, José Carlos e Luciana Matos, e o pessoal do Mania de Corrida. Aproveitei pra tomar um cafezinho e iogurte que estavam distribuindo, comprei alguns acessórios, renovei assinatura da Revista Contra-Relógio, e só não consegui personalizar a camiseta (R$ 15) porque a demora estava sendo de cerca de 1 hora. Com o kit já retirado aproveitamos pra fazer um passeio rápido pela Rua 25 de março e Mercado Municipal de São Paulo, mas foi muito rápido porque já estava fechando tudo. 

Novamente optamos por ficar no Hotel Blue Tree Premium, na rua Peixoto Gomide, logo atrás do MASP. Esse hotel pode não ser um dos mais baratos, mas reservando com antecedência (6 meses) dá pra conseguir um valor acessível (R$ 265) para duas pessoas. Em se tratando de localização é um dos melhores. Vale a pena pra evitar aquele stress de chegar por outras vias e ter que acordar muito cedo no dia da corrida.

Dia da prova, e depois de tomarmos um bom café da manhã fomos para a Av. Paulista às 7:30. A largada do pelotão geral é feita pontualmente às 9 horas. Tentamos acesso pela rua do hotel, que indicava o Setor Vermelho. Fomos barrados e direcionados para o Setor Azul, que estava indicado nos nossos números de peito. Tivemos que dar uma volta por trás para chegar ao setor correto. Pelo que me lembro haviam os seguintes setores na sequência: Azul, Amarelo, Vermelho e Cinza. A cor no número de peito indicava o setor de cada atleta, baseado no tempo informado no ato da inscrição. Minha mãe ficou esperando o meu primo que chegou depois e eles largaram no Setor cinza.

Esse ano a organização fez uma ação bem forte em boicote aos "pipocas", corredores que participam sem estar devidamente inscrito. O controle na entrada aos setores, pelo que pude perceber, estava bem rigoroso e não era permitido o acesso para a Av. Paulista sem os devidos números de peitos. A largada também foi alterada e foi posicionada mais a frente na Av. Paulista.

Chegando ao setor correto encontramos os amigos: Ademar, Cleto, Sabine, Fabíola, Cleto, Maria Imaculada, e alguns atletas fantasiados. E logo em seguida fomos nos posicionar o mais a frente possível. Mesmo faltando mais de 1 hora, só conseguimos ficar à uns 150 metros do portal da largada. Impossível dar mais um passo sequer. Estavam pertinhos também os amigos Jander, Marcos Vinícius, Ronaldo, Fernando e Rafael da Imperatriz Running, todos de Santa Catarina. 

A temperatura estava agradável (20 ºC), e faltando pouco mais de 30 minutos para a largada começou a chover, iniciou fraquinho e foi aumentando. Mas a galera estava empolgada e isso não tirou o ânimo dos atletas. O tempo foi passando rápido e fomos nos distraindo com as músicas, fotos, vídeos, drones, helicóptero, e os tradicionais personagens fantasiados e faixas dos atletas.

Pontualmente às 9 horas foi dada a largada. Nessa hora o coração acelera e bate mais forte. Eu nem ia fazer o "ao vivo" da largada por causa da chuva, mas como ela deu uma trégua e não dá pra correr muito forte nesse início, resolvi fazer durante uns 5 minutos. Deu pra registrar um pouco da energia do pessoal na hora da largada, a nossa passagem pelo palco da tradicional virada do ano na Av. Paulista e a passagem pelo Túnel da Dr. Arnaldo com gritos e incentivos vindos de todos os lados dos atletas e do público.

Nessa edição foi a que levei menos tempo para conseguir passar pelo portal, que efetivamente registra o chip na largada. Demorei somente 1min27s. Lembro que cheguei a levar cerca de 18 minutos no passado. É uma prova festiva, mas a gente sempre busca fazer o nosso melhor.

Eu tinha como meta mais ousada completar o percurso em menos de 1h15min, mas sabia que isso seria difícil e ficaria satisfeito se conseguisse melhorar o tempo do ano passado, que foi de 1h22min26s. Lembro que tinha sofrido muito na segunda metade da prova de 2016, pois estava muito mais quente. Sendo assim optei por sair mais conservador, sem me empolgar com as descidas iniciais.

Com 1 Km percorrido pegamos a maior das descidas após virar à direita na Rua Major Natanael, que dá acesso ao Estádio e a Av. Pacaembú. Também me segurei nesse trecho que ainda estava meio congestionado para correr. Nesse trecho havia algumas câmeras da Globo e o pessoal se aglomerava para tentar aparecer.

Consegui correr com mais liberdade somente a partir do 3º Km, já na Av. Pacaembú, que é mais larga, mas mesmo assim é muito gente na frente e atrás. Foi a vez que tive menos problemas com encaixotamentos durante a prova. Bem melhor sair à frente.

Esse trecho inicial, até o 6º Km, é bem favorável aos atletas, sendo praticamente todo em descida. Depois a situação inverte e ainda corremos por longas avenidas mais abertas, expostas ao sol que já se mostrava presente. Eu peguei um copo de água em cada um dos postos de hidratação, bebendo um pouco e refrescando a cabeça. Senti falta de um ponto de hidratação com isotônico, que esse ano não teve novamente.

Apesar de estar me sentindo bem já sabia que não estava no ritmo de sub 1h15min, mas daria para melhorar o tempo do ano passado. Os paces abaixo de 5 min/Km ficaram raros já sentindo as pequenas subidas, e sabia que ainda o pior estava por vir.

Já na região da Av. São João e Av. Ipiranga eu já imaginava a subida da Av. Brigadeiro. Às vezes pensava em dar uma acelerada, mas logo me lembrava e me continha novamente. Encontrei com o Celinho Herardt, que também treina no mesmo lugar que eu aqui em SC, e corremos juntos por uns bons quilômetros.

Finalmente chegamos a temida Av. Brigadeiro. Esse ano estava determinado a subir sem caminhar, e me sentia melhor que no ano passado. Realmente não é fácil. Eu, que acompanhava antigamente pela TV a elite subindo naquela velocidade toda, não imaginava o quanto de esforço era necessário para vencer os 2 Km de subida nessa parte final da prova.

Passou por mim e deu um olá o Wellington Oshiro, que manteve um ritmo bom e sumiu na minha frente. Um pouco mais acima pude ver o amigo Edson Ito, que estava assistindo e torcendo. E como essa Av. Brigadeiro é longa. Parece que ela não acaba nunca. Eis que avistei um pessoal distribuindo cerveja em copos. Não tinha botado muita fé, mas peguei, experimentei e estava boa, bem geladinha. Deu uma animada até chegar chegar na Av. Paulista.

Não estava olhando mais o Garmin e entrei finalmente pela Av. Paulista com intenção de dar uma acelerada e um sprint final. Logo na entrada avistei a Sô e o Gabriel, esposa e filho do amigo Fausto Egídio do Confraria das Corridas, que também estavam na torcida.

Comecei a acelerar e eis que de repente, uns atletas que estavam correndo carregando uma faixa enorme cortam a minha frente e soltam a faixa. Tive que desviar rapidamente para não tropeçar e nesse movimento brusco me deu aquela cãibra na perna direita. Era tudo o que eu não precisava naquela hora. Parei com uma dor imensa na tentativa de me alongar. Nem podia sentar, porque vinham atletas de todos os lados. Nossa, fiquei com muita raiva, pois só faltavam uns 100 metros. Fiquei ali parado de pé, sem poder me mexer. Olhei o meu Garmin e tinha se passado 1h20min de prova. Estava no limite para ficar abaixo do meu tempo do ano passado (1h22min26s). Pensei, não cheguei até aqui pra morrer na praia, vou assim mesmo. Com a perna dura, sem poder dobrar, fui dando os passos mancando em direção ao portal de chegada. Nunca tinha chegado assim em uma corrida, mas dessa vez não teve jeito. Fui e consegui terminar a minha 8ª São Silvestre com o tempo líquido de 1h21min16s.

Fiquei um pouco frustrado pelo ocorrido, pois perdi pouco mais de 1 minuto, mas como ainda ficou melhor que no ano passado me conformei. Estava concluída mais uma São Silvestre. Enquanto caminhava na dispersão fui vendo as várias TV´s fazendo entrevistas com os atletas animados, encontrei os amigos Renato, Maíza, Brito, Ailton, Zeca (lanterna verde), Sabine, Fabíola, Daniel e Leandro que também completaram com sucesso a São Silvestre e estavam tirando fotos e indo retirar a medalha.

No meio daquele monte de gente não achei a Aninha e nem a minha mãe. Mas enquanto aguardava pude acompanhar a chegada da Aninha no "ao vivo" que ela fez pelo Facebook. Bem legal. Ela conseguiu melhorar em mais de 12 minutos o seu tempo em relação ao ano passado. Eu só melhorei pouco mais de 1 minuto.

Na dispersão aproveitei pra me hidratar melhor junto aos vários tanques com copos de água distribuídos mais a frente. Em seguida fui retirar a medalha, entregue mediante o ticket que estava junto ao número de peito, e recebi também um kit com uns lanches pós-prova. Achei a medalha a mais bonita de todas as edições que participei, ao contrário da camiseta que me pareceu de material bem mais frágil e fino.

Ainda voltei para a Av. Brigadeiro pra ver se encontrava a minha mãe e pude assistir um pouco a subida de alguns outros amigos e parentes, como a Márcia Liz, Sidilene, Josiane e amigas, Josíê, Eliane, o meu primo Silvio e a Kazumi.

Dessa vez não ouvi nenhuma reclamação de falta de água como nos anos anteriores. Acho que a prova ficou melhor organizada. Demorei menos tempo para cruzar o portal de largada e consequentemente peguei menos congestionamento no início da prova. Os postos de hidratação achei suficientes, mas senti falta de um posto de isotônico. Os banheiros químicos também me pareceram suficientes (não usei). Medalha bonita, dispersão e entrega das medalhas e kits pós-prova mais rápidas. Só a camiseta do kit que poderia ter sido de melhor qualidade. Mas senti evolução na organização como um todo.


Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2016

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2017

Kit da  93ª Corrida Internacional de São Silvestre
 Encontros com os amigos na retirada do Kit, dia 30/12/2017.
Passeando pelo Mercado Municipal de São Paulo
Passeando pela Av. Paulista na noite anterior à São Silvestre
Os amigos de Santa Catarina chegando cedo para largada (setor azul)
Esperando a largada com a Aninha debaixo de chuva.
 Saindo do túnel da Dr. Arnaldo e fazendo o "ao vivo"
(Foto: Foco Radical)
  Passando pelo Teatro Municipal de São Paulo
(Foto: Mark - Foco Radical)
Deixando o Teatro Municipal de São Paulo e seguindo para os últimos quilômetros
(Foto: Felipe da Cruz - Foco Radical)
Sprint final na Av. Paulista
(Foto: Confraria das Corridas)
Encontros com os amigos na largada e chegada da São Silvestre 2017
Eu e a Aninha. Missão cumprida !!!
Av. Paulista pós-São Silvestre com a Aninha e a mãe
Linda medalha da 93ª Corrida Internacional de São Silvestre

Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2017
Horário: 09:00 Hs
Distância: 15 Km (15,5 Km)

Inscrição: R$ 170,00
Kit: Sacola, camiseta, amostra de cânfora, pacote de café 250g, sachê de carbogel, caixinha de bebida láctea 200 ml, número do peito com pregadeiras plásticas de pressão e chip descartável.

Tempo: 1h21min16s
Pace: 5:19 min/Km
Tênis: Asics Nossa FF

2017
Colocação: 398 de 2.384 (45-49 anos)
Colocação: 2.818 de 17.973 (masculino)
Colocação: 3.012 de 25.958 (geral)

2016
Colocação: 301 de 2.109 (45-49 anos)
Colocação: 2.167 de 16.265 (masculino)
Colocação: 2.309 de 23.506 (geral)

sábado, 23 de dezembro de 2017

17/12/2017 - 1ª Meia Maratona São José - Florianópolis / SC

Foto: Ana Paula Marcon

1ª Meia Maratona São José - Florianópolis / SC

Essa meia maratona não estava na minha programação de fim de ano, mas o fato de ser a 1ª edição, com um percurso diferente, desafiador, e no quintal de casa, me deu uma certa curiosidade. Somou-se a isso a boa promoção da Black Friday com um bom desconto para a inscrição.

A organização do evento foi da ACORSJ, que informou o número aproximado de 600 inscritos em todas as modalidades de distâncias. Muito bom para uma primeira edição. Essa prova tinha sido adiada há cerca de um mês atrás.

Já estamos no verão e das festas de final de ano, consequentemente acabamos comendo bastante e treinando pouco. Pelo menos foi o que ocorreu comigo. O calor me deixa com muita preguiça. Mesmo assim tinha feito alguns treinos longos para encarar a brincadeira, mas nada muito puxado.

A entrega do kit de participação foi na Loja Decathlon da SC-401, um local bem distante da largada da prova e caminho das praias do Norte da ilha. Acho que a organização poderia ter escolhido um local mais próximo para facilitar a vida dos atletas, principalmente para quem vem de fora. Eu e a Aninha fomos retirar o kit ainda no sábado de manhã e estava tranquilo. Conseguimos sair de lá sem comprar nada !!! Aproveitei também para pegar o kit do amigo Renato e da Susany, que também participariam.

Além da meia maratona individual, também tinha opção de 21 Km em dupla, e as distâncias individuais de 5 Km e 10 Km. Eu escolhi fazer a meia maratona individualmente e a Aninha não iria participar à princípio, mas em cima da hora decidiu fazer os 5 Km. A diferença é que o percurso dos 5 Km ficou restrito ao município de São José, enquanto nos 10 Km e 21 Km avançávamos para Florianópolis, na parte continental.

Como sabia que o percurso era cheio de morros não seria possível brigar por RP, por isso não tinha uma grande meta para me guiar. Talvez um sub 1h45min fosse um bom tempo a ser batido. Mas eu fui sem grandes expectativas para a prova. Fui tão relaxado que acabei esquecendo o Garmin em casa. Isso eu percebi faltando cerca de 25 minutos antes da largada. Não deu tempo nem de pensar, fiz o meu aquecimento correndo até em casa e voltando (há 1 Km da largada).

A largada da meia maratona e dos 5 Km foram ao mesmo tempo, às 7:00 Hs, e a dos 10 Km aconteceu poucos minutos depois. Eu e a Aninha então saímos juntos. Dessa vez saí bem tranquilo, e acho que foi até demais, já imaginando os morros que ainda estariam por vir.

Primeiro entramos na pista da beira mar de São José no sentido de Florianópolis. Uma das pistas estava fechada exclusivamente para os atletas. Cerca de 600 metros à frente viramos à direita para acessar a ciclovia da beira mar de São José. Nesse trecho ficou muito apertado para correr pela quantidade de atletas. Ficamos encaixotados e acabei indo pela calçada. Corremos por lá até o final do 3º Km, na ponta extrema do lado de São José.

Logo percebi que não seria um bom dia com o calor que fazia. Mesmo estando no trecho plano não consegui encaixar o meu ritmo normal inicial para meia maratona. Após o retorno voltamos por uma das vias fechadas para os carros e acabamos fazendo praticamente o percurso dos 5 Km, só que próximo da chegada, ao invés de entrarmos à direita para cruzar o portal, seguíamos reto novamente rumo a Florianópolis.

Os postos de hidratação estavam bem distribuídos e foi muito bom pelo calor que fazia. Os copos de água, pelo menos nas minhas passagens, estavam gelados e refrescaram bem. Só senti falta de um ponto de isotônico. No início estava pegando somente um copo, mas da metade pra frente já pegava dois copos pra dar uma aliviada na sede e no calor que já fritava a cabeça.

Com cerca de 8 Km percorridos chegamos aos temidos morros do Abraão. Se as coisas já não estavam rendendo até aí, imaginem depois. O primeiro morro quebrou mais o ritmo. É possível ver claramente esse momento com o pace de 5:40 min/Km na ida e 6:46 min/Km na volta (Km 18). Impossível sustentar um ritmo normal nesses pontos.

Vencida essa elevação mais acentuada, pegamos a avenida que dá acesso às praias de Coqueiros. Pela avenida seguimos encarando mais alguns morrinhos bem conhecidos das tradicionais corridas do Pereba. Um pouco mais à frente, na entrada do Clube Trintão, era o posto de troca dos atletas que estavam fazendo a meia maratona em dupla. Pra nós era somente a metade do percurso ainda.

Além das praias (ainda sem balneabilidade) passamos pelo Parque de Coqueiros, depois por baixo da Ponte Hercílio Luz (em reforma), e seguimos quase 1 Km à frente pela beira mar continental, até o retorno. Esse seria um trecho que eu deveria render um pouco mais, mas já estava bem desgastado e isso não aconteceu.

Atingimos então o outro ponto extremo da meia maratona, na beira mar continental, fechando o 13º Km. Para evitar os possíveis cortes de caminho de mal intencionados, ao invés do tradicional leitor de chip, estavam sendo entregues nesse ponto uma pulseira de controle aos atletas, que deveriam utilizá-la no pulso.

Eu sofria muito com o calor e aquela vontade de desistir começou a rondar a minha cabeça. Foram vários os momentos com esse pensamento. Não tinha mais nenhuma meta em mente, pois o ritmo tinha quebrado muito. Já aproveitava os postos de hidratação para dar uma paradinha e hidratar melhor.

A volta foi o caminho inverso da ida, ou seja, iríamos pegar os mesmos morros, mas ao contrário. Logo que passei o Parque de Coqueiros novamente começaram os sobe e desce, só que dessa vez em alguns deles eu já era necessário uma caminhadinha para dar uma descansada.

Após superar o último e mais acentuado dos morros, na altura do 18º Km, eu estava bem desanimado pelo esforço que não rendia. Enquanto descia, próximo dos amigos Analto e Ronaldo, avistei a Luciane Aquino, que estava voltando às corridas e já tinha participado da distância de 5 Km. Ela estava tirando fotos dos amigos e me avisou que a Aninha tinha conseguido ficar no pódio geral dos 5 Km. Isso me deu uma reanimada, ainda mais porque sabia que o nível estava forte. Fiquei bem contente e ansioso por chegar.

Fisicamente estava bem destruído nesses quilômetros finais. Não eram as pernas que limitavam, mas a dificuldade de respiração com o calor. Nem mesmo nas retas foi possível baixar o pace dos 5 min/Km. Pelo menos já tinha parado com as breves caminhadas.

Finalmente avistei a chegada, dei uma arrumadinha na postura, fiz um esforço final, dei um salto e cruzei o portal com o tempo líquido de 1h51min38s. Para a minha felicidade a Aninha estava por lá e conseguiu fazer o registro do exato momento da chegada. Depois eu desabei. Foram uns 5 minutos tentando recuperar o fôlego e me hidratar. Não teve isotônico na chegada também, mas teve muita Coca-Cola gelada. Acho que foram uns 5 copos direto pra matar a sede, mais uns copos de água e melancia. Pode não ser o ideal, mas como caiu bem.

Recebi a minha medalha e logo encontrei a Aninha toda feliz com uma linda cesta da "Três Corações". Era da premiação pela conquista da 5ª colocação geral dos 5 Km. Que orgulho dessa conquista dela. Foi para fechar com chave de ouro as provas aqui em Santa Catarina. Está de super parabéns !!!

O meu tempo foi um dos meus piores em meias maratonas, mas agora eu tenho um referencial desse percurso que, com certeza, não é o ideal para se tentar fazer um recorde pessoal. Vale muito pelo visual e passeio pelas: beira mar de São José, Praias de Coqueiros e beira mar continental de Florianópolis.

Para uma 1ª edição da Meia maratona São José - Florianópolis, achei a prova bem organizada, com a distância da meia maratona bem aferida, estrutura da arena boa, hidratação bem distribuída e em quantidade suficiente para o calor que fazia. Acho que um ponto de isotônico também seria bem-vindo, tanto no percurso como na chegada.

E esta foi a minha última prova de 2017 em Santa Catarina. Pra fechar o ano estaremos na Corrida Internacional de São Silvestre no último dia do ano com mais uns 30 mil atletas.

Percurso 2017 (21,11 Km)


Kit da  Meia maratona São José - Florianópolis 2017
 Retirando os kits na Loja Decathlon da SC-401
 Chegando para a prova na Praça de Natal de São José
 Tentando correr junto com o amigo Ronaldo Urbano
(Foto: Foco Radical)
 Passagem pelas praias de Coqueiros - FLN/SC
(Foto: Foco Radical)
 Momento que recebi a pulseira de controle do Valdir Voss
(Foto: Elma)
Já voltando no Km 19 e nas áreas do Analto
(Foto: Luciane Aquino)
 É só virar e chegar !!!
(Foto: Juciana Fernandes)
Pódio da Aninha - 5ª colocada geral 5 Km
 Aninha feliz com os seus prêmios
 Descansando em uma merecida sombra

Local: Beira mar de São José
Data: 17/12/2017
Horário: 7:00 Hs (7:03 Hs)
Distância: 21,097 Km (21,11 Km)

Inscrição: R$ 60,48 (Preço Black Friday)
Kit: Camiseta, sachê de café, número de peito e chip descartável.

Tempo: 1h51min38s
Pace: 5:18 min/Km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite

Colocação: 008 de 016 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 080 de 163 (masculino)
Colocação: 088 de 214 (geral)